Sargento suspeito de homicídio diz que mulher o ‘rebaixava’

Sargento suspeito de homicídio diz que mulher o 'rebaixava'

Capitã da Polícia Militar Morre em Circunstâncias Suspeitas; Marido é Acusado de Feminicídio

Familiares da capitã da Polícia Militar, Michele Leão Azevedo, falecida após ser levada ao hospital em Belo Horizonte, revelam detalhes preocupantes sobre o relacionamento dela com o marido, o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira. De acordo com o tio da vítima, Marlon de Carvalho Leão, o ambiente conjugal era conturbado, e o sargento se sentia “rebaixado” por estar em uma patente inferior à da esposa.

Eduardo Abner está detido e enfrenta investigações por feminicídio. Em uma entrevista ao programa Domingo Espetacular, Marlon destacou que o sargento frequentemente se gabava de sua formação em Direito, o que, segundo ele, reforçava a sensação de inferioridade em relação à capitã. "Ele se via como advogado, algo diferenciado, porque se sentia diminuído por Michele ser capitã e ele sargento", afirmou.

Jonathan Leão, primo de Michele, também comentou sobre como a capitã alterava seu comportamento na presença do marido, descrevendo-a como "mais presa, mais contida" durante esses momentos.

A tragédia aconteceu no dia 20 de julho, quando o sargento levou Michele ao Hospital Odilon Behrens, alegando que ela havia caído da escada. No entanto, os médicos identificaram sinais de violência no corpo da capitã e alertaram as autoridades. Eduardo foi preso em flagrante no hospital.

Em seu depoimento, o sargento declarou que Michele havia rejeitado atendimento médico após a suposta queda e que ambos dormiram juntos. Horas depois, segundo ele, percebeu que a esposa não respondia e decidiu levá-la ao hospital. Ele também mencionou que o casal tinha uma relação sexual que envolvia agressões físicas, algo que, segundo ele, era comum entre eles.

Informações prestadas por médicos à polícia indicam que Michele pode ter falecido entre quatro e seis horas antes de chegar ao hospital. Um vídeo obtido pelos investigadores mostra Eduardo carregando o corpo da vítima pelo prédio onde moravam e colocando-o no carro.

A defesa do sargento pediu cautela, solicitando que se aguarde a conclusão das investigações e dos laudos periciais, evitando um “julgamento precipitado” contra Eduardo. Vale ressaltar que o sargento já foi alvo de investigações por violência doméstica contra pelo menos duas mulheres, mas os casos foram arquivados sem indiciamento.

Este caso levanta questões sérias sobre a violência de gênero e a necessidade de apoio às vítimas em situações de abuso. O desfecho da investigação será crucial para a justiça e para a reflexão sobre o tema na sociedade.

Fonte: Link original

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