Parada LGBT+ em Brasília: Orgulho e Mobilização nas Urnas

27ª Parada do Orgulho LGBT+ reuniu milhares de pessoas na Esplanada dos Ministérios.

Esplanada dos Ministérios Recebe a 27ª Parada do Orgulho LGBT+ de Brasília com Foco em Representatividade Política

Neste domingo (26), a Esplanada dos Ministérios foi palco de uma vibrante manifestação durante a 27ª Parada do Orgulho LGBT+ de Brasília. Com o lema "LGBT+, levante e vote!", o evento não se limitou a celebrar a diversidade, mas também fez um apelo à participação nas eleições e à necessidade de maior representatividade da comunidade nos espaços de poder.

A concentração teve início em frente ao Congresso Nacional, um cenário que simbolizava a luta por direitos e inclusão. Os participantes enfatizaram que a garantia dos direitos da população LGBT+ depende da eleição de representantes comprometidos com as pautas da diversidade e da ampliação da presença da comunidade nos processos decisórios.

Richard Alexandre, coordenador da Parada, destacou a importância da ocupação dos espaços políticos: "Hoje, percebemos que a garantia dos nossos direitos só se consolida quando nós também ocupamos as cadeiras onde as leis e as políticas públicas são feitas. Não basta apenas ter aliados, precisamos de representatividade nas urnas e nos parlamentos", afirmou.

Vozes da Resistência

O discurso da drag queen e ativista Ruth Venceremos também ressoou durante a mobilização. Ela relacionou a eleição de representantes LGBT+ ao enfrentamento das desigualdades e ao avanço de pautas conservadoras no Congresso. “Quando levantar um fundamentalista, vai se levantar também uma drag queen. Estamos aqui para dizer que este país sofre com o ódio e precisamos enfrentar as desigualdades históricas”, declarou.

A deputada federal Érika Kokay (PT-DF) recordou a primeira Parada, realizada em 1998, e destacou o crescimento da mobilização ao longo dos anos. "Hoje estamos aqui milhares de pessoas, na maior manifestação em defesa dos direitos humanos que essa cidade vivencia", afirmou.

Fábio Felix, deputado distrital (Psol-DF), também se manifestou sobre a importância de ocupar as ruas e resistir às tentativas de retrocesso. Ele compartilhou sua experiência como vítima das chamadas terapias de conversão e enfatizou: “Para o armário a gente não volta mais. A nossa dignidade, o nosso corpo e o nosso beijo não têm negociação”.

Histórias de Pertencimento

A Parada se transformou em um espaço de pertencimento para milhares de pessoas, cada uma trazendo suas próprias histórias. Haru Lida, de 19 anos, e Márcio Cosaca, de 60, relataram como a manifestação representa um ambiente acolhedor e de luta por direitos. Haru, estudante e pessoa trans não binária, disse: "A Parada foi o primeiro lugar em que eu me senti acolhido como eu mesmo".

A médica e drag queen Brava Breves destacou a importância da Parada no combate ao preconceito, especialmente em sua área de atuação. “Resistir e ocupar o lugar que ocupo é exatamente a importância da Parada”, afirmou.

Leila D’Arc de Souza, coordenadora da Coletividade Orgulho e Resistência, participou da manifestação em memória de seu filho, um homem gay que não suportou a LGBTfobia. "Entrei com mais convicção, porque todas as pessoas têm direito de existir como são", declarou emocionada.

Luta Contínua por Direitos e Inclusão

A Parada, que atraiu milhares de pessoas, também ressaltou que, apesar das conquistas, a violência e a discriminação ainda são desafios enfrentados pela comunidade LGBT+. Lorrane Macedo, coordenadora do coletivo Força Trans, lembrou que para muitas pessoas trans, lutar por direitos básicos ainda é uma realidade cotidiana.

Durante o evento, equipes da Defensoria Pública do Distrito Federal e da Ordem dos Advogados do Brasil prestaram atendimento ao público, oferecendo orientações jurídicas e suporte a vítimas de violência. A estrutura da Parada contou com trios elétricos e a participação de coletivos de várias regiões administrativas do DF, reforçando a diversidade que compõe o movimento.

A 27ª Parada do Orgulho LGBT+ de Brasília se consolidou como um marco na luta por direitos, representatividade e participação política da comunidade, convocando todos a se unirem na defesa da diversidade e inclusão nas eleições de 2026.

Apoio ao Jornalismo Regional

Apoie a comunicação popular no DF: faça uma contribuição via Pix para manter o jornalismo regional independente. Siga-nos nas redes sociais e fique por dentro das novidades da região!

Fonte: Link original

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade

Categorias

Publicidade
Publicidade

Assine nossa newsletter

Publicidade

Outras notícias