Promotoria exige ação da Prefeitura de SP contra enchentes

Promotoria exige ação da Prefeitura de SP contra enchentes

Ministério Público Requer Planos de Contingência contra Enchentes em São Paulo Após Desastres Naturais

A Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo de São Paulo apresentou, nesta quinta-feira (15), um pedido à Justiça para que a Prefeitura da cidade divulgue seus planos de contingência contra enchentes. A solicitação surge um dia após fortes chuvas causarem a morte de uma mulher de 47 anos em um deslizamento de terra, além de provocar alagamentos significativos que paralisaram o túnel do Anhangabaú e transbordaram o lago do Parque do Ibirapuera.

O pedido foi protocolado como parte de uma ação civil pública já existente, na qual a administração municipal foi condenada a elaborar e apresentar planos de intervenção a curto, médio e longo prazos para o controle e a prevenção de enchentes. A tragédia na Brasilândia, zona norte da capital, os problemas no túnel do Anhangabaú e o alagamento no Ibirapuera foram destacados no documento apresentado pelo Ministério Público.

Na manifestação, o órgão requer que a Prefeitura informe, em até 48 horas, quais medidas foram adotadas para ativar o plano de contingência em resposta às chuvas intensas do dia anterior. Isso inclui o acionamento da Defesa Civil, orientações à população e atendimento às vítimas, entre outras ações. Além disso, o Ministério Público solicita o cumprimento imediato da sentença judicial anterior, o reconhecimento da mora da municipalidade e a aplicação de uma multa diária de R$ 10 mil.

Em resposta, a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou que, em dezembro de 2025, foram apresentados os três planos de intervenção solicitados. A administração destacou que a decisão judicial recente pede a reapresentação desses planos, o que está em andamento. Segundo a Prefeitura, os planos estão sendo atualizados com base nas informações do terceiro Plano Diretor de Drenagem, publicado em setembro de 2026.

Os três planos mencionados são:

  1. Plano de Intervenção de Curto Prazo: medidas urgentes a serem implementadas em até dois anos, focando nas áreas de maior risco.

  2. Plano de Intervenção de Médio Prazo: ações estruturais com horizonte de execução de dois a cinco anos.

  3. Plano de Intervenção de Longo Prazo: planejamento para até 15 anos, visando uma estratégia global e integrada de saneamento e macrodrenagem.

Durante a manhã, o prefeito Nunes atribuiu os alagamentos a um "volume gigantesco de água". Ele explicou que diversos rios, como o Anhangabaú e o Saracura, contribuem para a drenagem da região, resultando em um grande acúmulo de água no túnel do Anhangabaú. Nunes também informou que, na quarta-feira, a chuva atingiu 40% do esperado para todo o mês de outubro, e a equipe da Prefeitura trabalhou rapidamente para drenar a água acumulada.

A situação evidencia a urgência de um planejamento efetivo para a gestão de enchentes e a necessidade de ações concretas para proteger a população paulistana.

Fonte: Link original

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade

Categorias

Publicidade
Publicidade

Assine nossa newsletter

Publicidade

Outras notícias