Minicurso Online: Aprenda Python para Mulheres e Não Binários

Duas mulheres analisam um código de programação exibida na tela de um notebook

O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, está oferecendo um minicurso on-line de Python básico destinado a mulheres e pessoas não binárias que estudam ou trabalham na universidade, incluindo funcionárias terceirizadas. Este curso é uma iniciativa que visa promover a capacitação tecnológica e a inclusão no campo da programação, um setor historicamente dominado por homens. As aulas ocorrerão aos sábados, das 15h às 17h, iniciando no dia 9 de maio e se estendendo até o dia 6 de junho, totalizando cinco encontros.

As inscrições estão abertas até o dia 6 de maio e podem ser realizadas através de um formulário disponível online. O curso disponibiliza 80 vagas, com uma distribuição de acordo com critérios de inclusão: 50% das vagas são para ampla concorrência, 30% para pessoas pretas, pardas ou indígenas (PPI), 10% para pessoas com deficiência (PcD), e 10% para pessoas trans e não binárias. Essa distribuição visa garantir uma representação diversificada e maximizar o aproveitamento das vagas, permitindo que as que não forem preenchidas em uma categoria sejam remanejadas para outras.

A equipe responsável pelo minicurso é composta pela professora sênior Maria da Graça Campos Pimentel, que é a coordenadora da iniciativa e tem uma vasta experiência na área de tecnologia e educação. A professora já coordenou projetos voltados para o empoderamento feminino na programação, como os projetos “Meninas Programadoras” e “Professoras Programadoras”. Ao seu lado, Sarah Duzi, graduanda em Engenharia de Produção na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, atuará como ministrante das aulas, trazendo sua experiência obtida durante monitorias e outros projetos relacionados à programação.

O curso tem como objetivo principal fornecer um ambiente educacional inclusivo e de apoio, que valorize a diversidade e promova um aprendizado significativo para todos os participantes. As coordenadoras destacam a importância de um espaço que não apenas ensine habilidades técnicas, mas que também celebre as diferenças e crie um ambiente acolhedor e respeitoso.

Além do minicurso, a iniciativa está alinhada a um movimento maior que busca promover a presença de mulheres e pessoas não binárias nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM). O reconhecimento dessa necessidade é fundamental para a construção de um futuro mais igualitário e representativo nas profissões tecnológicas.

A proposta do ICMC é, portanto, não apenas ensinar Python, mas também incentivar a autonomia e a confiança das participantes, ajudando a quebrar barreiras de gênero na área da tecnologia. Acredita-se que a inclusão e a diversidade são essenciais para a inovação e o desenvolvimento de soluções tecnológicas mais abrangentes e eficazes. Assim, o minicurso representa um passo significativo em direção à equidade de gênero no campo da programação e da ciência da computação.

Fonte: Link original

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