O Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, celebrado em 1º de maio na Casa do Gaúcho em Porto Alegre, reuniu milhares de pessoas em um evento que teve como foco as demandas da classe trabalhadora. Ao longo do dia, ocorreram apresentações culturais, Feiras de Economia Solidária e rodas de conversa. Um tema central que emergiu das discussões foi a proposta de acabar com a escala 6×1, uma jornada de trabalho que não oferece descanso adequado sem redução salarial. Essa pauta foi destacada como prioritária por trabalhadores de diversas categorias, incluindo formais, informais, sindicalistas e empreendedores.
A presidenta do Sindicato das Sapateiras e Sapateiros de Novo Hamburgo, Jaqueline Hertal, ressaltou a importância da data para refletir sobre as conquistas trabalhistas históricas, como o 13º salário e o FGTS, que foram obtidos por meio de lutas significativas. Ela enfatizou a unidade entre trabalhadores e a necessidade de avançar na luta por direitos, incluindo a erradicação do feminicídio. O engenheiro ambiental Eduardo Raguzi também comentou sobre a importância do dia para promover o debate sobre a luta de classes, criticando a falta de ação do Congresso em relação à proposta de fim da escala 6×1.
Os discursos dos participantes revelaram a intersecção de diversas pautas com a realidade dos trabalhadores. A argentina Fabiana Armando Menaquian trouxe à tona a questão da violência de gênero, enquanto o aposentado dos Correios, Enédio Galvão Fonseca, fez um apelo por uma renovação política, condenando a atuação do Congresso em relação às demandas dos trabalhadores. A professora Karen Nunes da Silva, representando a educação, destacou a resistência contra o sucateamento do setor e a necessidade de um governo que respeite os direitos dos trabalhadores.
André Almeida, trabalhador da saúde, reforçou a centralidade da demanda pelo fim da escala 6×1, enfatizando a importância de ter mais tempo para a família. A Feira de Economia Solidária, com forte presença feminina, também foi um ponto de destaque, onde mulheres como Solange de Carmen Mânica e Juliana Pais Dorné Joaquim compartilharam suas experiências e reivindicações por igualdade salarial e melhores condições para microempreendedores. Juliana, empreendedora no ramo de alimentação, comentou sobre a luta por oportunidades e reconhecimento para mulheres chefes de família.
Tales Rodrigues da Silva, assessor parlamentar, mencionou que o debate sobre o Dia do Trabalhador está ligado às condições de vida e à necessidade de manter salários dignos e qualidade de vida. As falas dos participantes, embora representando diferentes experiências, convergiram para a necessidade de rever a jornada de trabalho no Brasil, com a defesa do fim da escala 6×1 surgindo como um elemento unificador entre os trabalhadores.
No geral, o evento não foi apenas uma celebração, mas uma plataforma de resistência e luta contínua por direitos, dignidade e melhores condições de trabalho, refletindo a união da classe trabalhadora em busca de um futuro mais justo e igualitário.
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