FIIs se destacam mesmo com redução modesta da Selic

FIIs se destacam mesmo com redução modesta da Selic

Selic em 14,50%: Fundos Imobiliários Ganham Destaque em Cenário de Redução de Juros

A taxa Selic permanece em um nível elevado de 14,50%, mas o cenário é promissor para os fundos imobiliários (FIIs). Embora os juros altos ainda limitem ganhos imediatos, a expectativa de um ciclo de redução pode animar os investidores, que observam oportunidades de compra em ativos com descontos significativos em relação ao valor patrimonial.

O IFIX, índice que monitora os fundos imobiliários negociados na bolsa, atingiu máximas históricas, refletindo a recuperação do setor. Para Larissa Gatti Nappo, analista do Itaú BBA, “os fundos imobiliários competem diretamente com a renda fixa, mas seus fundamentos são impactados pelo custo de capital e pela atividade econômica. Portanto, acompanhar a Selic é essencial.”

Destaques entre os Fundos Imobiliários

Os fundos de tijolos, que investem em imóveis físicos, devem se beneficiar mais com os cortes na taxa de juros, assim como os fundos de shoppings. Já os fundos de papel, que aplicam em títulos do setor, podem enfrentar um desempenho misto. “A resiliência é a palavra-chave para esses fundos”, afirma Marcos Baroni, da Suno Research. Ele estima um retorno em rendimentos do IFIX entre 10% e 12% ao ano, um ganho que se mantém quase constante independentemente do cenário econômico.

Momento de Investir?

Com o IFIX próximo da marca de 4 mil pontos, muitos investidores se perguntam se é o momento certo para comprar. Baroni recomenda foco na qualidade dos portfólios, priorizando imóveis e empresas que consigam se adaptar a um cenário de juros elevados. Isabella Almeida, da Rio Bravo Investimentos, destaca que o retorno em dividendos do IFIX supera os juros de títulos públicos de inflação, criando um espaço considerável para a queda dos juros e aumentando o potencial de ganhos.

Oportunidades nos Fundos Imobiliários

A gestora da Rio Bravo ressalta que o desconto médio nas cotas dos FIIs é de cerca de 10%, podendo chegar a 30% em alguns fundos corporativos. “Esse é um patamar interessante de valorização, especialmente com as expectativas de cortes na Selic ao longo do ano”, afirma. Nos fundos de logística, a expectativa de ganhos é impulsionada por vacâncias em níveis mínimos e aumento nos aluguéis.

Os fundos de papel, apesar de sua atratividade atual, ainda são observados com cautela. Segundo o Itaú BBA, eles continuam a gerar renda mesmo com a Selic em queda, sendo uma opção viável para investidores.

Fundos de Fundos: Uma Estratégia Promissora

Os fundos de fundos, que investem em outros FIIs, apresentam um desconto médio de 12%. Isabella Almeida aponta que, somando os descontos, o potencial de ganho pode ultrapassar 30% a 40%.

Desafios à Vista

No entanto, uma Selic elevada no médio prazo pode dificultar a migração de recursos da renda fixa para a renda variável, incluindo os FIIs. Marx Gonçalves, da XP, acredita que isso poderia atrasar uma reprecificação mais robusta dos fundos, apesar de fundamentos setoriais sólidos. Contudo, ele também observa que muitos desses desafios já estão precificados no mercado.

A seleção criteriosa de ativos continua sendo fundamental. “A gestão, a qualidade dos ativos e o nível de vacância são determinantes para o sucesso dos investimentos”, conclui Boragini, da Davos. A queda da Selic pode ser um combustível para os FIIs, mas o futuro depende da trajetória dos juros e da qualidade dos portfólios.

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