Voepass: Anac classifica peças como regulares e demite servidor

Piloto da Voepass descreve avião como 'Fusquinha' antes da queda

Anac Conclui Que Não Houve Irregularidades na Reutilização de Peças da Voepass Antes do Acidente Fatal

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) anunciou recentemente que não encontrou irregularidades na reutilização de peças de aeronaves da Voepass, meses antes do trágico acidente que resultou na morte de 62 pessoas em Vinhedo, São Paulo. O incidente, que ocorreu em 9 de agosto de 2024, levantou uma série de questionamentos sobre a segurança e a rastreabilidade dos componentes utilizados pela companhia aérea.

A Anac chegou a essa conclusão após uma investigação interna, desencadeada por um relatório de um de seus funcionários, José Volter Morais Coutinho. Ele havia levantado preocupações sobre a rastreabilidade das peças, levando informações às autoridades de aviação dos Estados Unidos e da União Europeia. No entanto, a agência considerou que Coutinho não tinha autorização para fazer essa comunicação e acabou sendo punido com sua demissão em abril de 2024, pouco antes do acidente.

Durante a análise do caso, a Anac determinou que a aeronave ATR 72-500, matrícula PS-VPB, não utilizou componentes de outra aeronave da antiga Passaredo, que havia sofrido um incidente em 2016. A investigação revelou que a Voepass foi capaz de demonstrar a origem e o histórico dos componentes utilizados, não encontrando razões para classificar as peças como suspeitas.

As investigações da Polícia Federal também foram acionadas, resultando no indiciamento de 16 pessoas relacionadas ao acidente. O laudo final da PF indicou que a tripulação da aeronave conhecia falhas no sistema de degelo, um fator que contribuiu para a queda.

A Anac, após a conclusão de sua investigação, afirmou que houve apenas um descumprimento de formalidades administrativas relacionadas à inspeção das peças, mas não encontrou irregularidades na utilização delas. A companhia aérea reforçou seu compromisso com a segurança operacional, destacando que sempre seguiu rigorosamente os protocolos estabelecidos pela agência.

Coutinho, por sua vez, contestou sua demissão na Justiça, alegando que a Anac alterou suas condutas para justificar a punição. Ele busca a anulação do processo administrativo e uma indenização por danos morais.

O acidente da Voepass trouxe à tona importantes discussões sobre a segurança da aviação no Brasil, evidenciando a necessidade de um controle rigoroso na rastreabilidade de peças e a transparência nas operações das companhias aéreas. A Anac segue monitorando a situação e as investigações continuam em andamento.

Essa tragédia ressalta a importância de manter altos padrões de segurança na aviação, garantindo que todos os procedimentos sejam seguidos para evitar que incidentes semelhantes ocorram no futuro.

Fonte: Link original

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