Startup Americana Almeja Criar Robôs Supersoldados para o Exército dos EUA
Uma nova vertente no desenvolvimento de robôs está surgindo com a ambição de criar supersoldados autônomos. A Foundation Future Industries, liderada por Sankaet Pathak, tem como objetivo transformar seus robôs humanoides em máquinas de combate. A empresa planeja incorporar capacidades letais em seus modelos nos próximos meses, embora Pathak não tenha revelado detalhes específicos sobre as tecnologias que estão sendo desenvolvidas.
“Estamos explorando algumas possibilidades cinéticas,” afirmou o CEO da Foundation, referindo-se a sistemas de armamento. Além de suas funções de combate, os robôs da empresa também são projetados para logística, reconhecimento e inspeção.
A busca por humanoides militares não é nova. Desde 2012, a Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA) tem patrocinado competições significativas nesse campo. O programa xTechHumanoids do Exército dos EUA investe no desenvolvimento de tecnologias voltadas para "capacidades humanoides militarizadas". Com a crescente adoção de sistemas autônomos e semi-autônomos, como drones e veículos compactos, os exércitos em todo o mundo estão explorando novas tecnologias que podem substituir ou auxiliar soldados humanos em terrenos desafiadores. A guerra na Ucrânia tem sido um campo de testes para várias dessas inovações, incluindo o robô Phantom MK1 da Foundation, que foi testado com forças ucranianas.
A Foundation Future Industries se destaca por seu foco exclusivo no mercado militar, o que tem se mostrado financeiramente vantajoso. A empresa possui contratos governamentais que somam milhões de dólares e conta com apoiadores de peso, como Eric Trump, filho do ex-presidente dos EUA, que é investidor e conselheiro estratégico da companhia. Pathak destaca a formação técnica de Trump, ressaltando seu conhecimento em engenharia.
Em uma entrevista à Fox Business, Trump comentou sobre as interações com os robôs da Foundation. “Quando você interage com esses robôs e eles te cumprimentam, seguem suas ordens, é algo impressionante,” disse ele. “A autonomia da IA vai transformar indústrias, aplicações militares e até o setor de hospitalidade. As possibilidades são ilimitadas, e isso é algo incrível.”
Fundada em 2024, a Foundation adquiriu a empresa Boardwalk Robotics, que colaborou com o Instituto de Cognição Humano e Máquinas (IHMC), uma instituição de pesquisa na Flórida conhecida por seu trabalho com robôs humanoides. Apesar de uma alegação sobre um contrato de 24 milhões de dólares com o Pentágono, informações mais detalhadas sobre os contratos da Foundation sugerem que a maior parte dos recursos é proveniente de acordos herdados da Boardwalk e do IHMC, e que a empresa ainda não garantiu novos financiamentos diretamente do governo.
Especialistas acreditam que esse nicho pode ter grande potencial. Um robótico que preferiu permanecer anônimo mencionou que a utilização de robôs em situações de combate, especialmente em entradas perigosas, poderia salvar vidas de soldados. “Se você considerar o contexto militar, isso faz muito sentido, pois é onde os soldados ainda estão em risco.”
Entretanto, o caminho para a criação de soldados robóticos totalmente autônomos ainda é longo. Robert Griffin, cientista sênior do IHMC, alerta que a realidade atual da tecnologia humanoide é distinta das expectativas sobre seu potencial. “É difícil separar o estado atual da arte das possibilidades futuras,” afirma Griffin, que já trabalhou em projetos envolvendo a Boardwalk. “Existem muitos desafios a serem superados para a construção de um verdadeiro soldado humanoide.”
Com um mercado em expansão e inovações contínuas, a Foundation Future Industries está posicionada na vanguarda de uma nova era na robótica militar, mas os desafios técnicos e éticos ainda permanecem como barreiras a serem superadas.
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