Delegado-Geral da Polícia Civil de SC Deixa Cargo para Pré-Candidatura a Deputado Estadual
Em um movimento que promete agitar o cenário político de Santa Catarina, o delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, anunciou que deixará seu cargo no início de março. Ele se dedicará à sua pré-candidatura a deputado estadual pelo Partido Liberal (PL) nas eleições de 2026. A decisão ocorre em meio a uma intensa repercussão pública, especialmente relacionada à sua atuação em um caso polêmico que ganhou destaque nacional.
Ulisses Gabriel assumiu a liderança da Polícia Civil em 10 de janeiro de 2023, mas sua saída acontece em um contexto de críticas severas e questionamentos sobre sua conduta na investigação do caso Orelha. Este caso, que envolve a morte de um cão e mobilizou a opinião pública, foi amplamente discutido nas redes sociais e na mídia.
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) abriu um procedimento preparatório para investigar a atuação de Gabriel. O órgão recebeu diversas representações que questionam a forma como a Polícia Civil gerenciou e divulgou informações sobre o caso. A Promotoria está avaliando se existem indícios suficientes para instaurar um inquérito civil, que poderia levar a ações judiciais contra o delegado por supostos abusos de autoridade, violação de sigilo funcional e improbidade administrativa.
Até o momento, as investigações não apresentaram provas conclusivas, e documentos internos indicam que não foram coletadas imagens que comprovem diretamente a autoria da agressão envolvendo adolescentes sob investigação. Esse aspecto tem alimentado as críticas à condução do caso pela Polícia Civil.
Além da investigação formal, a atuação de Ulisses Gabriel gerou um intenso debate público. O delegado enfrenta questionamentos de adversários políticos e de setores da sociedade civil sobre possíveis excessos e a exposição indevida de informações sigilosas durante a investigação e nas entrevistas concedidas à imprensa.
Expectativas para o Futuro
A expectativa é que Gabriel oficialize sua saída do governo catarinense no dia 1º de março de 2026, permitindo que o governador Jorginho Mello nomeie um novo delegado-geral. Outros membros do primeiro escalão que também pretendem se candidatar nas eleições de outubro, como Kennedy Nunes (Casa Civil) e Tiago Frigo (Agricultura e Pesca), também deixarão seus cargos.
Em declarações recentes, Ulisses Gabriel manifestou que se sente à vontade diante da apuração do Ministério Público e atribuiu parte das críticas a motivações ideológicas ou políticas, refutando a existência de irregularidades em sua atuação.
Com essa mudança, o cenário político de Santa Catarina pode passar por uma transformação significativa, à medida que novas figuras emergem nas próximas eleições.
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