Dieese Revela: 94% dos Aumentos Salariais em Janeiro Superam a Inflação, Impulsionando o Poder Aquisitivo

Dieese Revela: 94% dos Aumentos Salariais em Janeiro Superam a Inflação, Impulsionando o Poder Aquisitivo

Acordos Coletivos: 94% Garantem Aumento Real Acima da Inflação em Janeiro

Até o dia 2 de fevereiro, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) registrou 364 acordos e convenções coletivas. Um levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) revela que impressionantes 94% desses acordos proporcionaram ganhos salariais acima da inflação acumulada no mesmo período.

Os dados indicam que apenas 1,9% das negociações resultaram em perdas reais para os trabalhadores, enquanto 4,1% se mantiveram no nível da inflação. A variação real média dos reajustes salariais em janeiro alcançou 2,12%, o melhor índice para uma data-base nos últimos 12 meses, consolidando uma tendência de alta iniciada em setembro de 2025.

Inflação e Valorização do Salário Mínimo

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que serve como referência e é calculado pelo IBGE, apontou uma alta de 4,3% nos últimos 12 meses até janeiro. Segundo o Dieese, dois fatores principais contribuíram para esse desempenho positivo: a desaceleração da inflação no final de 2025 e a valorização do salário mínimo, que foi ajustado em 6,79% em janeiro. Essa combinação permitiu que as categorias trabalhistas obtivessem ganhos reais mais expressivos, especialmente aquelas que têm forte referência no salário mínimo.

Reajuste Necessário em Alta

Após um período de queda, o "reajuste necessário" — que representa a variação acumulada do INPC nos 12 meses anteriores à data-base — subiu nas negociações de fevereiro, passando de 3,90% para 4,30%. Esse aumento sugere que, apesar do cenário favorável para os ganhos reais até agora, a pressão inflacionária pode exigir ajustes nominais mais altos em futuras negociações.

Modalidades de Pagamento e Escalonamentos

A maior parte dos reajustes de janeiro foi implementada integralmente na data-base, com apenas 0,5% dos acordos tendo pagamento parcelado. Além disso, 15,9% dos reajustes foram definidos de forma escalonada, com percentuais diferenciados conforme a faixa salarial ou o porte da empresa, uma estratégia que visa beneficiar trabalhadores com salários mais baixos.

Esse levantamento abrange trabalhadores celetistas do setor privado e de empresas estatais, excluindo servidores públicos e trabalhadores informais.

Setores em Destaque: Comércio e Serviços

A análise setorial mostrou um desempenho robusto. No setor de comércio e serviços, 96,2% das negociações resultaram em reajustes acima da inflação, enquanto na indústria esse percentual foi de 91,4%. O comércio não registrou acordos que ficassem abaixo do INPC, enquanto a indústria e os serviços tiveram cerca de 1% dos acordos com perdas reais.

Na variação real média, os serviços destacaram-se com um ganho de 2,37%, seguidos pela indústria com 1,80% e pelo comércio com 1,75%. Os resultados superam o desempenho acumulado nos últimos 12 meses em todos os setores analisados, exceto no setor rural, que ainda não possui dados suficientes para comparação.

Com esses resultados, as campanhas salariais demonstram um cenário favorável para os trabalhadores, refletindo um ambiente de negociações mais robusto e alinhado com a realidade econômica atual.

Fonte: Link original

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