Caminhada em Curitiba denuncia falta de apoio ao Conselho Tutelar

A manifestação teve início na praça Adolfo João Hilário da Veiga (rua Roberto Redzinski), no Cajuru, com encerramento na Associação União Vila Sandra, situada na rua João Dembinski

Na quarta-feira, 8 de março, conselheiros tutelares de Curitiba realizaram uma caminhada em defesa dos direitos de crianças e adolescentes, marcando o terceiro ato dessa mobilização. A categoria denuncia um “colapso silencioso” no sistema de proteção à infância e adolescência. As caminhadas anteriores ocorreram em 2025 no Bairro Novo e em março de 2026 no Cajuru. O movimento, sob a liderança de Valter Assis, conselheiro tutelar da Regional Cajuru e coordenador geral do Conselho Tutelar de Curitiba, busca chamar a atenção para a grave situação que afeta os direitos da criança.

Valter Assis enfatizou a urgência desse ato, afirmando que não é mais possível ignorar a realidade que se apresenta. Segundo ele, as tentativas de diálogo com o poder público têm sido frustradas, e não há previsões para a ampliação dos serviços necessários. A mobilização, que substitui o atendimento convencional por uma caminhada simbólica, é respaldada legal e eticamente. Assis argumentou que o Conselho Tutelar possui a obrigação de evidenciar a situação crítica enfrentada, onde o atendimento limitado não consegue resolver as demandas da população, resultando na violação de direitos.

A caminhada tem como lema “Mais Políticas Públicas, Mais Conselhos Tutelares, Proteção à Infância e Adolescência”, e conta com a participação de trabalhadores da área, famílias atendidas e a sociedade civil. O objetivo é pressionar o poder público para a criação de políticas eficazes que garantam a proteção dos direitos das crianças e adolescentes.

Em resposta às demandas, o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, anunciou em suas redes sociais algumas medidas para a categoria, incluindo um projeto de lei enviado à Câmara Municipal que prevê um vale-alimentação de R$ 850,00 para os conselheiros tutelares. No entanto, a proposta de ampliação da rede de conselhos tutelares é a longo prazo, com a previsão de criação de um novo conselho em 2026 e dois adicionais em 2028. A Regional Cajuru foi mencionada como uma prioridade para essa expansão, baseada em critérios como volume de atendimentos e registros de violação de direitos.

Entretanto, a prefeitura não apresentou detalhes sobre como será o reforço imediato na estrutura de atendimento, enquanto as novas unidades não estiverem em operação. Além disso, não houve resposta às alegações do Conselho Tutelar sobre a ausência de previsões para a ampliação dos serviços no curto prazo.

A mobilização dos conselheiros tutelares reflete uma necessidade urgente de atenção e ação por parte das autoridades, diante de um sistema que enfrenta sérios desafios e limitações. A expectativa é que a caminhada consiga sensibilizar a sociedade e o poder público sobre a importância de garantir direitos e proteção efetiva para as crianças e adolescentes de Curitiba. A busca por mais políticas públicas e suporte estruturado é essencial para que o sistema de proteção à infância e adolescência possa funcionar adequadamente e responder às demandas da população.

Fonte: Link original

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