No dia 14 de novembro, em comemoração ao Dia Mundial da Doença de Chagas, o Ministério da Saúde do Brasil anunciou um investimento de R$ 12 milhões para fortalecer as ações de vigilância e controle da doença em 17 estados, beneficiando 155 municípios prioritários. O repasse visa apoiar atividades como a captura e monitoramento de vetores, além de vigilância e resposta rápida a focos da doença. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a relevância da Doença de Chagas, que já ultrapassou fronteiras e se espalhou até o sul dos Estados Unidos, aumentando a preocupação global. Ele enfatizou que o Brasil tem avançado no combate à doença, com um aumento de 130% na testagem, o que tem contribuído para a detecção precoce e cuidado oportuno da população.
Durante a 18ª Expoepi, em Brasília, foram reconhecidos os municípios de Anápolis e Goiânia, em Goiás, com um selo bronze por boas práticas na eliminação da transmissão vertical da Doença de Chagas. O evento apresentou pesquisas, iniciativas de vigilância e uma exposição educativa sobre prevenção, diagnóstico e tratamento da doença. A secretária de Vigilância em Saúde e Meio Ambiente, Mariângela Simão, ressaltou que a Doença de Chagas ainda representa um desafio significativo para a saúde pública, especialmente em áreas vulneráveis. Os recursos estão sendo direcionados com base em critérios técnicos que visam a efetividade das ações e a redução da transmissão da doença.
Os critérios utilizados para a seleção dos municípios priorizaram aqueles com maior interação entre os insetos vetores e o ambiente, além de considerar a vulnerabilidade social e o risco identificado pelo índice composto. As localidades com alta e muito alta prioridade para a forma crônica da doença estão concentradas no Nordeste e Sudeste do Brasil. Em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Ministério da Saúde lançou a fase 2 do projeto “Selênio como tratamento na cardiopatia crônica da doença de Chagas (STCC-2)”, que conta com um investimento de R$ 8,6 milhões. Este projeto busca avaliar a eficácia do selênio como terapia complementar para pacientes com cardiopatia chagásica crônica.
Além disso, a gestão do Ministério da Saúde apoia 25 projetos de pesquisa relacionados à Doença de Chagas, com um investimento superior a R$ 29,3 milhões, abrangendo estudos em saúde de precisão e combate à desinformação. De 2023 a 2025, houve um aumento na distribuição de testes e medicamentos, com mais de 130% a mais em comparação aos anos anteriores. As iniciativas incluem a retomada do benznidazol pediátrico, a ampliação de especialistas no Sistema Único de Saúde (SUS) e o fortalecimento da vigilância municipal.
O Programa Brasil Saudável foi lançado com o objetivo de eliminar a Doença de Chagas como um problema de saúde pública até 2030, focando na redução das transmissões vetorial, oral e vertical, além de garantir diagnóstico precoce e tratamento gratuito pelo SUS. Essa iniciativa envolve ações de 14 ministérios e prioriza populações vulneráveis, reconhecendo que a doença afeta cerca de 1,2 milhão de brasileiros. Dados de 2024 indicam uma concentração de óbitos no Sudeste e um elevado número de casos agudos e crônicos, principalmente nas regiões Norte e Sudeste, com Minas Gerais, Bahia e Goiás sendo os estados mais afetados.
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