A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) lançou, em 14 de novembro de 2023, a estação de testes da TV 3.0, também conhecida como DTV+, na Torre de TV em Brasília. Esta nova tecnologia é resultado da evolução do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD-T) e é uma colaboração entre a EBC, o Ministério das Comunicações e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A TV 3.0 promete revolucionar a radiodifusão ao integrar a radiodifusão e a internet, proporcionando uma qualidade superior de imagem e som, além de uma experiência mais interativa para os telespectadores.
Com a TV 3.0, os canais de televisão serão apresentados como aplicativos nas telas, permitindo que os espectadores escolham como desejam assistir aos programas. Por exemplo, durante a exibição de um programa como “Sem Censura” na TV Brasil, o telespectador poderá selecionar a câmera que prefere para ver a apresentadora Cissa Guimarães ou ajustar o volume do conjunto musical em cena. Em jogos de futebol, será possível acompanhar a partida do ponto de vista dos torcedores, ouvir os gritos da torcida e até escolher o locutor da narração.
Antônia Pellegrino, presidente da EBC, destaca que a TV 3.0 representa uma grande revolução na radiodifusão, comparando-a à transição do analógico para o digital. Ela acredita que essa tecnologia trará um enorme benefício para o setor audiovisual e para o jornalismo, permitindo uma democratização do conhecimento e da informação. Bráulio Ribeiro, diretor de Operações, Engenharia e Tecnologia da EBC, complementa que a nova tecnologia possibilitará a entrega de conteúdos complementares e uma experiência televisiva que se aproximará da interação típica da internet.
A implementação da TV 3.0 ocorrerá em várias etapas, começando com a fase de testes em Brasília e São Paulo, seguida pela expansão para capitais e cidades grandes, e, eventualmente, para médias e pequenas cidades. O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, estima que a implantação levará cerca de uma década. Esse processo dependerá de investimentos significativos das emissoras de televisão e da disponibilidade de aparelhos compatíveis com a nova tecnologia, além de conversores para os dispositivos existentes.
As emissoras já estão se adaptando, investindo em novos transmissores e equipamentos para viabilizar a transmissão da TV 3.0. Em paralelo, estão sendo desenvolvidos conversores, conhecidos como “Set-Top Box”, que permitirão a conexão com as TVs atuais via cabo HDMI e antenas digitais UHF/VHF. Embora o funcionamento da TV 3.0 não exija conexão à internet, recursos interativos e de streaming demandarão acesso a Wi-Fi ou cabo Ethernet.
Octavio Penna Pieranti, conselheiro da Anatel, ressalta a importância da televisão aberta como meio de comunicação inclusivo, destacando que os brasileiros assistem, em média, mais de cinco horas de TV diariamente. Ele vê a TV 3.0 como uma plataforma vital que permitirá um maior contato entre o Estado e os cidadãos, o que reforça a relevância dessa inovação para a comunicação pública no Brasil.
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