Cinco condenados na maior chacina da história do DF

Júri condena cinco no caso da maior chacina do Distrito Federal

Três anos após um crime horrendo que abalou o Distrito Federal, o Tribunal do Júri de Planaltina proferiu a sentença dos cinco acusados do assassinato de dez membros da mesma família. O julgamento, que durou seis dias, culminou na condenação de Gideon Batista de Menezes, Horácio Carlos Ferreira Barbosa, Carlomam dos Santos Nogueira, Fabrício Silva Canhedo e Carlos Henrique Alves da Silva. O juiz Taciano Vogado declarou o veredito por volta das 23h de um sábado, 18 de novembro. Todos os condenados receberam penas que somadas ultrapassam 1200 anos de reclusão, com exceção de Carlos Henrique, que recebeu uma pena de apenas dois anos, por não ter sido considerado um agente ativo nos homicídios.

Gideon, identificado como o principal autor do crime, foi condenado a 397 anos de prisão por homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado, corrupção de menores e roubo. Horácio foi sentenciado a 300 anos, Carlomam a 351 anos e Fabrício a 202 anos. O julgamento começou em 13 de novembro e foi marcado por um intenso debate sobre a brutalidade dos crimes, que ocorreram entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023. O promotor de Justiça Nathan da Silva Neto destacou o esforço do Ministério Público do Distrito Federal para trazer justiça à sociedade, considerando a gravidade dos atos cometidos.

As vítimas, uma família inteira, incluíam o patriarca Marcos Antônio Lopes de Oliveira, sua esposa Renata, seus filhos Gabriela e Thiago, além de Elizamar (esposa de Thiago), e as crianças Rafael, Rafaela e Gabriel. Também foram assassinados Cláudia Regina Marques, ex-mulher de Marcos, e sua filha Ana Beatriz. A chacina foi motivada pela intenção dos criminosos de se apoderar de uma chácara avaliada em R$ 2 milhões e de valores em dinheiro.

O planejamento do crime começou em outubro de 2022, culminando em um sequestro brutal. No dia 27 de dezembro, a família foi rendida e levada a um cativeiro. Marcos foi o primeiro a ser executado, com seu corpo esquartejado. Os criminosos utilizavam os celulares das vítimas para se comunicar e evitar suspeitas. Entre os dias 2 e 4 de janeiro de 2023, Cláudia e Ana Beatriz também foram sequestradas e levadas ao cativeiro. Em 12 de janeiro, Thiago foi capturado e, posteriormente, as vítimas Elizamar e suas crianças foram atraídas para o local, onde todos foram assassinados por estrangulamento. Os corpos foram incendiados e descartados em diferentes locais.

No dia 14 de janeiro, Renata e Gabriela foram igualmente assassinadas, e seus corpos foram incinerados. Por fim, Cláudia, Ana Beatriz e Thiago foram mortos a facadas e seus corpos enterrados em uma cisterna. O caso é considerado a maior chacina do Distrito Federal, e o julgamento trouxe à tona a brutalidade e a intensidade do crime, gerando um clamor por justiça e reflexão sobre a segurança na região.

Fonte: Link original

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