O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, expressou agradecimento aos governos do Brasil, Espanha e México por sua declaração conjunta manifestando oposição a uma possível ação militar dos Estados Unidos em Cuba. Esta declaração foi emitida durante o fórum Mobilização Progressista Global em Barcelona, onde os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Pedro Sánchez e Claudia Sheinbaum participaram. Os líderes esquerdistas manifestaram preocupação com a grave crise humanitária que afeta o povo cubano e chamaram a atenção para a necessidade de evitar ações que possam agravar essa situação ou violar o Direito Internacional.
Rodríguez ressaltou a importância de respeitar a Carta da ONU e os princípios do Direito Internacional, como a autodeterminação e a soberania dos povos, além de condenar a ameaça e o uso da força. Ele destacou que a situação em Cuba é uma questão que diz respeito exclusivamente aos cubanos e não deve ser utilizada como um pretexto por outros países, como os Estados Unidos, que têm intensificado o bloqueio econômico à ilha. O chanceler cubano elogiou Lula por sua denúncia enfática do bloqueio imposto pelos EUA, afirmando que as restrições econômicas têm exacerbado a crise energética e humanitária em Cuba.
A crise em Cuba se agravou ainda mais após a imposição de tarifas por Donald Trump sobre países que exportam petróleo para a ilha, alegando que Cuba abriga “adversários perigosos” que ameaçam a segurança nacional dos EUA. Como resultado, países como o México interromperam suas exportações de petróleo, o que, em conjunto com o veto americano às exportações de petróleo venezuelano, tem levado a apagões diários e a uma situação de colapso energético no país.
Recentemente, Trump afirmou que Cuba seria o próximo alvo de ações militares dos EUA, após intervenções na Venezuela e no Irã. O presidente americano mencionou que o Pentágono está intensificando o planejamento militar para uma possível operação em Cuba, o que tem gerado preocupações adicionais no âmbito internacional. A situação é delicada, e a comunidade internacional observa atentamente as movimentações dos EUA e a resposta dos países que se opõem a uma intervenção militar.
Os líderes de Brasil, Espanha e México, ao se posicionarem contra a ação militar, buscam não apenas proteger os interesses de Cuba, mas também reafirmar a importância do respeito ao Direito Internacional e à soberania dos países. Eles se comprometeram a aumentar a coordenação das respostas humanitárias para aliviar o sofrimento do povo cubano, enfatizando a necessidade de medidas que não agravem a crise já existente.
A declaração conjunta pode ser vista como um esforço para criar um bloco de resistência à política externa dos EUA na América Latina, ao mesmo tempo em que busca promover uma solução pacífica e respeitosa para a crise cubana. O apoio de líderes progressistas é um sinal de solidariedade e um chamado à ação para que a comunidade internacional intervenha de forma construtiva, em vez de militarista, na situação que aflige Cuba.
Fonte: Link original






























