Ministério Público Federal Solicita Medidas Urgentes para Acolhimento de População em Situação de Rua em Belém
Em meio ao forte temporal que afetou Belém, no Pará, o Ministério Público Federal (MPF) fez um apelo por "medidas urgentes" para proteger a população em situação de rua. Com previsão de mais chuvas até a próxima terça-feira, a situação se torna cada vez mais crítica.
A prefeitura de Belém declarou estado de emergência após 28 horas de chuva contínua, que resultou em rios transbordando e ruas alagadas. Em resposta à calamidade, o MPF enviou ofícios ao prefeito Igor Normando e à governadora Hana Ghassan, ambos do MDB, assim como à Fundação Papa João XXIII (Funpapa), responsável pela política de Assistência Social da cidade.
Os procuradores requisitaram a implementação de ações emergenciais para oferecer abrigo temporário enquanto as chuvas persistirem. Entre as sugestões estão a utilização de espaços públicos, como quadras escolares e ginásios esportivos, que possam garantir proteção, higiene e dignidade para os afetados.
O MPF expressou preocupação com os riscos à saúde e à integridade física da população vulnerável, especialmente durante a noite, quando os efeitos das chuvas são mais intensos. Além disso, foi ressaltada a "carência notória de vagas" em abrigos públicos em Belém, uma situação que está sendo abordada em uma ação civil pública contra a capital, o estado e a União.
A chuva que começou no sábado (18) e se estendeu até o domingo (19) causou alagamentos em diversas áreas da cidade. No bairro Terra-Firme, muitas casas às margens do rio Tucunduba foram submersas. No último domingo, a precipitação foi cinco vezes superior ao esperado para o mês, com um total de 78,2 mm, enquanto a média diária é de apenas 15,51 mm, conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
O prefeito Igor Normando afirmou estar monitorando as chuvas em tempo real e classificou o temporal como o pior dos últimos dez anos. Em suas redes sociais, ele informou que equipes de assistência, Defesa Civil e zeladoria já estão atuando nas áreas mais afetadas pelos alagamentos.
A situação em Belém continua a ser acompanhada de perto, enquanto a comunidade aguarda as respostas necessárias para enfrentar essa crise climática e humanitária.
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