Monique Medeiros se entrega à polícia após reestabelecimento de prisão preventiva
Rio de Janeiro – Monique Medeiros da Costa e Silva, mãe do menino Henry Borel, se apresentou à polícia nesta segunda-feira (20) na 34ª Delegacia de Polícia, localizada em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro. A entrega foi motivada pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o retorno dela à prisão.
Após sua apresentação, Monique foi encaminhada ao Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica, na zona norte da cidade, onde passará por um exame de corpo de delito e uma audiência de custódia. Posteriormente, ela será levada de volta à Penitenciária Talavera Bruce, situada no Complexo de Gericinó, na zona oeste.
Histórico da prisão
Monique havia sido liberada em março, quando a juíza Elizabeth Machado Louro concedeu a ela o relaxamento da prisão. Na ocasião, o julgamento de Monique e de seu ex-companheiro, Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, foi adiado para o dia 25 de maio. A defesa de Monique argumentou que o adiamento prejudicou sua cliente, sendo atendida e liberada no dia seguinte.
Entretanto, na última sexta-feira, o ministro Gilmar Mendes restabeleceu a prisão preventiva de Monique em resposta ao pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). O pedido foi motivado pela reclamação de Leniel Borel, pai de Henry e assistente de acusação.
O caso Henry Borel
O caso ganhou notoriedade em março de 2021, quando Monique e Jairinho levaram Henry, então com 4 anos, a um hospital, alegando que ele havia sofrido um acidente doméstico. No entanto, a autópsia revelou que o menino apresentava 23 lesões, incluindo laceração hepática e hemorragia interna, indicando que ele era vítima de tortura. As investigações apontaram que Monique tinha conhecimento das agressões.
Tanto Monique quanto Jairinho foram presos em abril de 2021. Enquanto Jairinho responde por homicídio qualificado, Monique enfrenta acusações de homicídio e omissão de socorro.
Posição da defesa
O advogado de Monique, Hugo Novais, informou que a ré se entregou em conformidade com a decisão do STF. Ele também mencionou que a defesa apresentou dois embargos de declaração ao ministro Gilmar Mendes, um dos quais alegava que Monique havia sofrido ameaças no sistema prisional, mas este não foi aceito. O segundo embargo ainda aguarda decisão.
Novais expressou confiança de que o julgamento ocorrerá na data marcada e reiterou que Monique está ansiosa pelo desfecho do caso, acreditando na sua absolvição e na condenação de Jairinho. O advogado também destacou que a defesa pretende apresentar um agravo pedindo reavaliação da decisão de Gilmar Mendes e está considerando acionar a Comissão Interamericana de Direitos Humanos para denunciar violações dos direitos de sua cliente no Brasil.
Fonte: Link original






























