Delegado brasileiro é expulso dos EUA por caso Ramagem

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Um delegado brasileiro, identificado como Marcelo Ivo de Carvalho, que atuava em parceria com o Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) dos Estados Unidos, foi expulso do país sob a acusação de manipular o sistema de imigração americano. O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, alegou que Carvalho tentou contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas em território americano. Essa ação foi oficialmente comunicada pelo Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental e divulgada pela Embaixada dos EUA no Brasil, que enfatizou que “nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração” e solicitou a saída do delegado por suas ações.

O caso é particularmente relevante devido à relação do delegado com o ex-deputado federal brasileiro Alexandre Ramagem, que foi detido pelo ICE na Flórida. Ramagem, que já ocupou o cargo de diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), foi abordado em Orlando, onde estava em uma situação de suposta infração de trânsito. A verificação de sua documentação revelou que seu passaporte diplomático havia sido anulado pela Câmara dos Deputados em dezembro de 2025, logo após a cassação de seu mandato. Ele passou dois dias em um centro de detenção antes de ser liberado, expressando gratidão a aliados e a membros da administração Trump que o ajudaram a esclarecer sua situação com os órgãos de imigração.

Após sua liberação, Ramagem contestou a versão da Polícia Federal (PF) do Brasil, que sustentava que sua detenção havia sido motivada por uma infração de trânsito. Ele alegou que a abordagem foi, na verdade, uma ação migratória e não uma questão de trânsito, e criticou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, chamando-o de “vergonha”. Ramagem declarou que entrou nos Estados Unidos de forma regular em setembro de 2025, com visto e passaporte válidos, e que estava aguardando a análise de seu pedido de asilo político. Desde sua condenação a 16 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por um suposto plano de golpe de Estado, Ramagem é considerado um foragido da justiça brasileira, o que levou à sua inclusão na lista da Interpol e à solicitação de extradição.

O Itamaraty, por sua vez, não se pronunciou sobre a expulsão do delegado, enquanto a PF informou que não havia sido comunicada sobre a medida. A situação revela um contexto complexo de relações diplomáticas e legais entre Brasil e Estados Unidos, envolvendo questões de imigração, extradição e acusações de manipulação política. A expulsão do delegado e a detenção de Ramagem destacam a tensão entre as autoridades brasileiras e americanas, especialmente em casos que envolvem figuras políticas controversas e acusações de corrupção e abuso de poder. O desfecho desse caso pode ter implicações significativas nas relações bilaterais, além de levantar questões sobre a proteção de direitos políticos e a atuação de agentes de segurança em contextos internacionais.

Fonte: Link original

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