Soldado israelense vandaliza estátua de Jesus no Líbano

Soldado israelense vandaliza estátua de Jesus no Líbano

Incidente de Profanação de Símbolos Cristãos Gera Indignação e Repercussão Internacional

Um episódio alarmante ocorreu no último domingo (19) no vilarejo cristão de Debel, no sul do Líbano. Uma imagem impactante mostrou um soldado israelense agredindo uma estátua de Jesus Cristo com um machado, em uma ação marcada por extrema violência. O vilarejo, que é um dos poucos lugares onde moradores ainda permanecem, enfrenta os contínuos ataques da ofensiva militar israelense na região.

A reação contra esse ato de profanação foi imediata. O cardeal Pierbattista Pizzaballa, patriarca católico de Jerusalém, expressou sua “profunda indignação” e classificou o incidente como uma “grave afronta à fé cristã”. Em um comunicado divulgado pela Assembleia dos Ordinários Católicos da Terra Santa, Pizzaballa condenou o ato sem hesitação e destacou a necessidade de uma “formação moral e humana” adequada, ressaltando o desrespeito ao sagrado e à dignidade humana.

A nota reiterou a urgência de “procedimentos disciplinares imediatos e decisivos” contra o soldado responsável, além de garantias de que episódios semelhantes não seriam tolerados no futuro. O documento também mencionou outras profanações de símbolos cristãos na região.

Diante da crescente repercussão, as Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram a autenticidade do vídeo e consideraram a ação do soldado como de “grande gravidade”. O Exército israelense declarou que o comportamento do militar é “totalmente incompatível com os valores” da instituição e prometeu ações disciplinares. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu expressou estar “chocado e entristecido” com o ocorrido e condenou o ato em termos veementes.

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, também se manifestou, pedindo desculpas a todos os cristãos que se sentiram ofendidos. A indignação se espalhou além das fronteiras de Israel, com o ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, descrevendo o incidente como um “ataque violento contra os cristãos”. Tajani afirmou que a profanação de símbolos religiosos representa uma fraqueza, não uma demonstração de força, e viola os princípios de liberdade religiosa e diálogo inter-religioso.

A pressão internacional resultou na prisão do soldado e na abertura de um julgamento em tribunal militar. Autoridades israelenses garantiram que o caso será tratado com rigor, prometendo restaurar a imagem religiosa destruída. Caso seja condenado, o militar pode enfrentar severas punições, incluindo a inclusão do delito em sua ficha criminal.

Líderes cristãos expressaram sua indignação. “Um dos soldados israelenses quebrou a cruz e cometeu essa terrível profanação de nossos símbolos sagrados”, lamentou Fadi Falfel, padre local. Este episódio ocorre em um contexto de tensões crescentes entre a comunidade cristã na região, que já havia sido alvo de restrições, como o impedimento do cardeal Pizzaballa de celebrar uma missa de Domingo de Ramos no Santo Sepulcro, em Jerusalém, em março passado.

Fonte: Link original

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