Ricardo de Pascual, renomado ator mexicano, faleceu na última segunda-feira aos 85 anos. Sua morte foi confirmada pela Associação Nacional de Atores do México, embora a causa não tenha sido divulgada. Entretanto, era sabido que Pascual enfrentava uma doença pulmonar obstrutiva crônica nos últimos meses de sua vida. Nascido em agosto de 1940, na Cidade do México, ele iniciou sua trajetória artística em 1958, participando do programa humorístico “Chucherías y Domingos Herdez”, ao lado de Chucho Salinas e Héctor Lechuga.
Ao longo de sua carreira, Ricardo de Pascual se destacou tanto na televisão quanto no teatro. Ele teve uma forte ligação com o teatro de revista e com comédias, que eram bastante populares na época. Nos anos 1970, ele atuou em várias comédias no cinema e começou a se aproximar do trabalho de Roberto Gómez Bolaños, um dos comediantes mais icônicos da televisão latino-americana. Pascual ficou conhecido por seus papéis coadjuvantes em diversos programas de Bolaños, incluindo “Chaves”, “O Chapolin Colorado” e “Chespirito”.
No contexto de “Chaves”, Ricardo interpretou o sr. Calvillo, também conhecido como o sr. Carequinha, um empresário que tentava despejar os moradores da vila onde os personagens principais habitavam. Ele também deu vida ao sr. Furtado, um ladrão que frequentava a vila. É interessante notar que a primeira versão do personagem sr. Calvillo foi interpretada anteriormente por José Antônio Mena, o que demonstra a continuidade e a evolução de personagens na série.
A partir de 1987, Ricardo de Pascual consolidou sua carreira na televisão mexicana, atuando em diversos seriados e novelas do canal Televisa. Entre suas obras mais notáveis estão “Senda de Gloria”, “El Privilegio de Amar”, “Locura de Amor” e “Camaleones”. Sua capacidade de interpretar uma variedade de papéis e seu talento cômico garantiram sua longevidade na indústria do entretenimento.
Ricardo de Pascual deixa um legado significativo no mundo da comédia e da televisão latino-americana. Sua contribuição para programas que se tornaram clássicos na cultura popular, especialmente entre as gerações que cresceram assistindo “Chaves” e outras produções de Bolaños, é inegável. Sua habilidade de dar vida a personagens memoráveis e divertidos fez dele uma figura querida e respeitada.
A morte de Pascual é uma grande perda para o cenário artístico mexicano, e sua passagem deixa saudade entre fãs e colegas. Ele será lembrado não apenas por seus papéis icônicos, mas também pela alegria que trouxe a milhões de espectadores ao longo de sua carreira. A influência de Ricardo de Pascual permanece viva, e seu legado certamente continuará a entreter e inspirar futuras gerações.
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