Meik Wiking, o "Homem Mais Feliz do Mundo", Compartilha Segredos da Felicidade Dinamarquesa
O dinamarquês Meik Wiking, conhecido como o "homem mais feliz do mundo" e fundador do Museu da Felicidade em Copenhague, compartilha diariamente duas expressões fundamentais de sua cultura para combater a tristeza e promover o bem-estar.
A primeira palavra, "hygge", encapsula o conceito dinamarquês de conforto e aconchego. Este termo está intimamente ligado à ideia de se sentir bem através da socialização, do descanso e da segurança emocional. "Hygge" pode se manifestar em ambientes acolhedores ou nas pequenas alegrias do dia a dia.
A segunda expressão, "pyt med det", que se traduz como "não importa", traz uma perspectiva prática para enfrentar as adversidades da vida. Wiking ressalta que essa frase nos lembra que nem tudo precisa ser perfeito e que é essencial seguir em frente, focando nos aspectos positivos, mesmo diante das dificuldades.
Wiking enfatiza que esses conceitos visam mais a redução de fontes de infelicidade do que a busca incessante pela felicidade. Para ele, o caminho para o bem-estar reside em identificar pequenas coisas que proporcionam prazer e em cultivar boas companhias.
Os países nórdicos frequentemente lideram os rankings globais de felicidade, como o World Happiness Report. Esse relatório avalia fatores como apoio social, expectativa de vida, renda, liberdade, confiança e percepção de corrupção. O bom desempenho desses países é atribuído à qualidade dos serviços públicos, como saúde e educação, além de políticas de suporte às famílias. O "hygge" exemplifica um valor cultural que prioriza experiências e relacionamentos em detrimento de bens materiais.
Entretanto, um estudo recente do Conselho Nórdico de Ministros e do Instituto de Pesquisa da Felicidade revela que a imagem de utopia pode esconder problemas sociais, especialmente entre os jovens. Entre 2012 e 2016, 12,3% da população nórdica relatou sofrimento, com um índice de 13,5% entre os jovens. A pesquisa destaca a saúde mental como uma barreira significativa para o bem-estar subjetivo. Michael Birkjaer, um dos autores do estudo, observa que a solidão e o estresse estão se tornando epidemias entre os jovens da região.
Na Dinamarca, cerca de 18,3% dos indivíduos entre 16 e 24 anos enfrentam transtornos mentais, com uma incidência maior entre as mulheres. Apesar dos números alarmantes, o levantamento indica que a proporção de pessoas em sofrimento nos países nórdicos é inferior à de nações como Rússia e França.
Essas reflexões de Wiking e os dados apresentados nos convidam a reavaliar nossas próprias fontes de felicidade e a importância de uma boa saúde mental em nossa busca por bem-estar.
Fonte: Link original































