Os Estados Unidos afirmaram que não têm intenção de excluir o Irã da Copa do Mundo de 2026, conforme declarado pelo secretário de Estado Marco Rubio. A declaração surge em meio a especulações após um assessor de Donald Trump sugerir ao Financial Times a possibilidade de substituir a seleção iraniana pela Itália, que não conseguiu se classificar para o torneio. Essas ideias surgiram em um contexto de tensões entre os EUA e o Irã, exacerbadas por questões de segurança e restrições migratórias que podem afetar a presença de torcedores e acompanhantes da delegação iraniana.
Rubio enfatizou que o foco não está nos atletas iranianos, que poderiam competir normalmente, mas nas dificuldades que algumas pessoas associadas à delegação poderiam enfrentar na entrada nos Estados Unidos, especialmente aquelas ligadas ao Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica, uma força militar do Irã. Ele deixou claro que qualquer decisão dos jogadores de não participar da competição seria de sua própria escolha, não uma imposição dos EUA. “O que não podem fazer é trazer ao nosso país um montão de terroristas fingindo que são jornalistas e preparadores físicos”, afirmou Rubio.
Em contrapartida, o assessor de Trump, Paolo Zampolli, expressou seu desejo de ver a seleção italiana competindo no torneio e alegou que a Itália possui um histórico que justificaria sua inclusão. Contudo, dirigentes italianos rapidamente rejeitaram a ideia de substituir o Irã. O ministro dos Esportes da Itália, Andrea Abodi, afirmou que tal substituição não só seria impossível, como também inadequada, defendendo que a classificação deve ocorrer em campo. O presidente do Comitê Olímpico Nacional Italiano (CONI), Luciano Buonfiglio, acrescentou que se sentiria ofendido se a Itália se qualificasse de forma não merecida.
Por outro lado, a Itália não participará da Copa do Mundo pela terceira vez consecutiva, tendo sido eliminada nas eliminatórias para o torneio no Catar. A FIFA, por sua vez, reafirmou que o Irã estará presente no torneio e que a participação da equipe é garantida, já que os jogadores desejam competir e representar seu país. O presidente da FIFA, Gianni Infantino, destacou que o futebol deve permanecer distante da política e que a presença do Irã é um reflexo da classificação legítima da equipe.
Recentemente, em resposta ao conflito no Oriente Médio, o Irã considerou a possibilidade de um boicote à Copa do Mundo e solicitou à FIFA que transferisse suas partidas para o México, mas essa solicitação foi negada. A FIFA tem a autonomia para decidir sobre a participação de seleções, e qualquer retirada da competição exigiria uma decisão da entidade.
A embaixada iraniana em Roma criticou as tentativas de exclusão do Irã, defendendo que o futebol é um bem pertencente ao povo e não deve ser influenciado por questões políticas. A situação levanta questões sobre a intersecção entre esportes e política, além de refletir a complexidade das relações internacionais na época contemporânea.
Fonte: Link original






























