A Polícia Federal (PF) do Brasil solicitou, no dia 23 de novembro, a prisão preventiva de MC Ryan SP, MC Poze do Rodo, Raphael Sousa Oliveira — proprietário da popular página “Choquei” — e outros suspeitos em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro. Este pedido foi feito após o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Messod Azulay Neto, ter decidido pela libertação dos envolvidos, alegando “flagrante de ilegalidade”. A PF afirmou que a investigação ainda está em andamento, com a análise de materiais apreendidos, incluindo dispositivos eletrônicos e documentos.
Os exames preliminares têm indicado gradualmente a conexão dos investigados com uma associação criminosa organizada, que realiza movimentações financeiras significativas, tanto em espécie quanto por meio de transferências bancárias e transações com criptoativos, tanto no Brasil quanto no exterior, visando a lavagem de dinheiro. A corporação destacou que a investigação está em um estágio crítico, necessitando de diligências complexas para a extração e análise de dados financeiros e telemáticos, o que demonstra a magnitude e sofisticação do esquema.
A operação, denominada “Operação Narco Fluxo”, mobilizou cerca de 200 policiais e resultou em 90 mandados de busca, apreensão e prisão, cumpridos em diversos estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, e outros. MC Ryan SP foi detido durante uma festa em Bertioga, enquanto MC Poze do Rodo foi preso em sua residência no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro. O delegado da PF, Marcelo Maceiras, comentou que essas figuras públicas, que possuem muitos seguidores, conseguem movimentar grandes quantias sem despertar a atenção das autoridades, tornando-se alvos atrativos para as organizações criminosas.
As defesas dos artistas alegam que não tiveram acesso aos processos que tramitam sob sigilo, o que impossibilita uma manifestação específica sobre os fatos. A defesa de MC Ryan SP ressalta que todos os valores em suas contas têm origem comprovada, enquanto a defesa de MC Poze do Rodo também aguarda acesso ao mandado de prisão para se manifestar na Justiça. Além dos dois artistas, Raphael Sousa Oliveira e o influenciador Chrys Dias também foram presos e enfrentam acusações semelhantes.
Frederico Moreira, advogado de Raphael, defendeu seu cliente, afirmando que não há envolvimento com práticas ilícitas ou com qualquer atividade criminosa ligada à investigação. A PF continua a analisar o material apreendido para entender a extensão do esquema e identificar outros possíveis envolvidos.
A magnitude da operação traz à tona a complexidade da lavagem de dinheiro no Brasil, envolvendo figuras públicas que, devido à sua popularidade, podem movimentar grandes quantias financeiras sem levantar suspeitas. As investigações da PF visam desmantelar essas operações e trazer à luz a verdadeira extensão e os responsáveis por tais crimes financeiros.
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