Colóquio Internacional em Ribeirão Preto debate clima e saberes globais

USP Ribeirão Preto recebe colóquio internacional sobre emergência climática e saberes dos países em desenvolvimento – Jornal da USP

De 1º a 3 de julho de 2026, a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da Universidade de São Paulo (USP) sediará o 7º Colóquio Internacional de Diálogos Sul-Sul e o 2º Encontro da Caravana da Diversidade e Viver em Plenitude (CIDISS). Este evento, que busca fomentar o diálogo entre pesquisadores, comunidades tradicionais e movimentos sociais, terá como tema central a “Emergência Climática e o desafio de reinventar modos outros de pensar, de (r)existir, de sentir e de educar”.

As inscrições para o evento já estão abertas, com valores variando entre R$50,00 e R$150,00, e podem ser realizadas através de um link específico. O colóquio será realizado no Bloco Didático da FFCLRP, além de incluir atividades em comunidades locais, promovendo uma integração entre a universidade e os territórios.

Ao invés de palestras longas e desconectadas, a estrutura do evento foi planejada para incentivar a escuta ativa e o intercâmbio intercultural. O objetivo é criar um espaço de construção coletiva onde cada participante, incluindo pesquisadores, lideranças de comunidades tradicionais e representantes de movimentos sociais, possa compartilhar suas experiências e desafios relacionados à crise climática. Essa abordagem visa articular conhecimento científico com saberes populares e práticas territoriais, promovendo uma reflexão crítica e uma ação colaborativa.

A programação do evento inicia-se no dia 30 de junho, com a recepção das delegações e um acolhimento intercultural conduzido por mestres e mestras de saberes locais. A abertura oficial, no dia 1º de julho, terá uma mesa de discussão sobre “Epistemologias do Sul, emergência climática e educação intercultural”. Na parte da tarde, a programação se desloca para o Assentamento Mário Lago, onde serão realizadas oficinas de bionarrativas, que combinam pesquisa decolonial, saberes populares e expressões artísticas. A noite contará com um sarau intercultural, destacando manifestações afroameríndias.

O segundo dia do evento se concentrará na relação entre território, corpo e educação, em face da crise climática. Haverá apresentações de trabalhos e oficinas vivenciais, seguidas por uma roda de devolutiva que busca construir pactos de continuidade territorial, um dos principais eixos do encontro.

No último dia, as sessões temáticas abordarão bionarrativas sociais, relatos de pesquisa e ensaios teóricos, além de um espaço destinado à criação de uma memória viva das experiências compartilhadas durante o evento. O encerramento contará com uma mesa dedicada a “Pactos e Redes para o Sul Global”, onde serão lidos publicamente os compromissos estabelecidos durante o colóquio.

Este evento representa uma oportunidade valiosa para fortalecer laços entre a academia e as comunidades, promovendo um diálogo que pode levar a novas formas de pensar e agir diante da emergência climática. A proposta é não apenas discutir, mas também construir coletivamente soluções e estratégias que considerem a diversidade de saberes e práticas existentes no Sul Global. A iniciativa destaca a importância de uma abordagem inclusiva e colaborativa para enfrentar os desafios sociais e ambientais contemporâneos.

Fonte: Link original

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