A deputada federal Simone Marquetto, do Partido Progressista (PP-SP), apresentou uma moção de repúdio à Câmara dos Deputados contra as declarações da senadora Soraya Thronicke, do PSB-MS, que criticou o líder católico frei Gilson. Thronicke acusou o religioso de misoginia após a divulgação de um vídeo em que ele discute a ideologia do empoderamento feminino e menciona uma “guerra entre homens e mulheres”. Nesse vídeo, frei Gilson defende a liderança masculina no lar, o que levou a senadora a afirmar que, apesar de sua origem católica, ele não a representa e pediu que a igreja tomasse providências.
Thronicke qualificou frei Gilson de “falso profeta” e citou a passagem de Êxodo 20:7 para argumentar que ele distorce o uso do nome de Deus. Em contrapartida, Simone Marquetto, que é católica e tem uma relação próxima com frei Gilson, saiu em sua defesa. A deputada é considerada uma figura importante na representação da Igreja Católica no Congresso e é cotada para ser vice na chapa presidencial do senador Flávio Bolsonaro.
Marquetto recebeu apoio do presidente do PP em São Paulo, o deputado federal Mauricio Neves, que também enfatizou a importância de respeitar a liberdade religiosa. Ambos os parlamentares defenderam a necessidade de um debate democrático que promova a responsabilidade e a civilidade, sem normalizar ataques à fé e às lideranças religiosas que atuam em prol da comunidade.
A deputada Marquetto destacou que o respeito à liberdade religiosa é fundamental e que as ofensas a líderes religiosos merecem atenção do Congresso Nacional, especialmente em um momento em que a polarização e a intolerância religiosa podem ameaçar a convivência pacífica entre diferentes crenças. Ela reiterou que é essencial proteger a honra de quem dedica a vida ao próximo e que ataques à fé não devem ser aceitos.
Além de sua atuação em defesa de frei Gilson, Marquetto se posicionou como uma das principais representantes da Igreja Católica na política brasileira, promovendo eventos e iniciativas relacionadas à fé católica, como a criação do Dia Nacional do Rosário da Virgem Maria. Sua influência se estende a diversas ações que fortalecem a presença da religião no espaço público, refletindo seu compromisso com as tradições católicas e a defesa da família.
O episódio gerou um debate mais amplo sobre a liberdade religiosa e as responsabilidades de líderes políticos em relação a temas sensíveis como a fé. A posição de Marquetto e Neves destaca a importância de um diálogo respeitoso e a necessidade de evitar a polarização em questões que envolvem crenças pessoais e identidades religiosas. A defesa de frei Gilson e a moção de repúdio são vistas como um convite à reflexão sobre o papel da religião na sociedade e a proteção das lideranças que promovem valores e princípios éticos.
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