Mulheres tomam Avenida Paulista em protesto contra a misoginia

Mulheres em manifestação na avenida Paulista pela defesa do PL que criminaliza a misoginia

Neste sábado, 25 de novembro, manifestantes tomaram as ruas das capitais brasileiras, incluindo São Paulo e Rio de Janeiro, em uma mobilização que reivindica a votação e aprovação do Projeto de Lei 896/2023, que visa criminalizar a misoginia. A concentração em São Paulo ocorreu na Avenida Paulista, a partir das 14h, organizada pelo movimento “Levante Mulheres Vivas”, em parceria com coletivos de defesa dos direitos das mulheres e centrais sindicais. O ato acontece simultaneamente em várias partes do Brasil, buscando pressionar o presidente da Câmara, Hugo Motta, sobre a urgência da pauta.

O PL antimisoginia propõe equiparar a misoginia ao racismo, estabelecendo penas que variam de 2 a 5 anos de prisão, além de multas. O texto também determina que esses crimes sejam imprescritíveis e inafiançáveis. A proposta, de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), define a misoginia como a manifestação de ódio, desprezo ou preconceito contra mulheres. As penalidades se aplicam a quem praticar, induzir ou incitar a discriminação de gênero.

Durante o ato na Avenida Paulista, Rachel Ripani, cofundadora do Levante Mulheres Vivas, enfatizou a importância de votar em mulheres nas eleições deste ano, destacando que é fundamental escolher candidatas que lutem pelos direitos femininos. Ela alertou sobre o crescimento da extrema direita no Congresso, afirmando que essa força política representa uma ameaça à vida das mulheres. Ripani mencionou a simbologia negativa do enterro do PL das mulheres vivas, que reflete a luta das mulheres por seus direitos e a necessidade de uma representação política efetiva.

Os organizadores do ato ressaltaram que o atual Código Penal não atende adequadamente às especificidades da violência simbólica e digital contra mulheres, o que reforça a urgência em criar mecanismos legais que combatam o discurso de ódio, especialmente nas redes sociais. Essa demanda se torna ainda mais relevante em um contexto onde a misoginia se manifesta de diversas formas, ameaçando a integridade e a dignidade das mulheres.

Além do apoio popular, o ato contou com a presença de parlamentares que se solidarizaram com a causa, reforçando a necessidade de uma legislação que proteja as mulheres de forma mais efetiva. A mobilização busca não apenas a aprovação do projeto, mas também um maior reconhecimento e combate à misoginia na sociedade brasileira, promovendo uma mudança cultural que valorize e respeite as mulheres.

Através dessas manifestações, as participantes esperam chamar a atenção da sociedade e das autoridades para a importância de tratar a misoginia como um crime sério, que precisa ser enfrentado com rigor e urgência. Assim, o movimento busca não apenas a aprovação de leis, mas também uma mudança significativa na forma como a violência de gênero é percebida e combatida no Brasil. Essa luta por justiça e igualdade de gênero se reflete nas vozes unidas das mulheres que ocupam as ruas, clamando por respeito e dignidade.

Fonte: Link original

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