A nova diretora da Escola Politécnica da USP, professora Anna Reali, tem se destacado em sua liderança, enfatizando a importância da integração da engenharia com diversas áreas e tecnologias, como a inteligência artificial e a transição energética. Com um histórico impressionante, a Poli conta com 15 departamentos, 12 programas de pós-graduação e 17 cursos de engenharia, formando quase 5 mil alunos de graduação e mais de 30 mil engenheiros ao longo de sua existência. Anna, sendo a segunda mulher a dirigir a escola, busca promover uma cultura de inclusão e diversidade em um ambiente predominantemente masculino.
Em suas declarações, Anna enfatiza o compromisso da Poli em formar engenheiros éticos e responsáveis, preparados para enfrentar desafios em contextos multiculturais e complexos. Para isso, a escola tem estabelecido parcerias com universidades e centros de pesquisa, tanto nacionais quanto internacionais, promovendo projetos conjuntos de pesquisa, desenvolvimento e inovação. Um dos focos é a oferta de trilhas de formação que incentivem a inovação, o empreendedorismo e a capacitação em transformação digital e inteligência artificial, ampliando o repertório dos alunos e preparando-os para uma prática profissional mais integrada e resiliente.
A sustentabilidade e a transição energética são frentes estratégicas que refletem o DNA da Poli. Anna destaca pesquisas envolvendo hidrogênio verde, captura de carbono e créditos de carbono, além da inauguração de um centro dedicado a soluções sustentáveis relacionadas ao pré-sal e energias offshore. No âmbito da sustentabilidade industrial e urbana, a escola desenvolve projetos em parceria com o departamento de engenharia química, focados em processos químicos sustentáveis e reciclagem de resíduos, e com o departamento de engenharia civil, voltados para a construção sustentável. Em transporte, a Poli investe em inovações como pavimentos permeáveis e reciclagem de asfalto, além de simuladores de trens em realidade virtual.
Um dos projetos mais relevantes envolve a pesquisa em terras raras, onde a Poli lidera esforços para viabilizar a produção de superímãs no Brasil. Esses superímãs são fundamentais para a inteligência artificial e podem contribuir para a soberania tecnológica do país.
Apesar de seu papel como uma líder feminina na engenharia, Anna Reali reconhece que a participação de mulheres nesse campo ainda é limitada. Apenas cerca de 20% dos alunos da Poli são mulheres, e a representação feminina no corpo docente é ainda menor, com cerca de 15%. Ela atribui essa disparidade a fatores históricos e culturais, incluindo estereótipos de gênero que desencorajam meninas a seguir carreiras na engenharia. Além disso, a falta de modelos femininos e um ambiente acadêmico muitas vezes hostil e não inclusivo também contribuem para a baixa participação feminina.
Anna Reali está comprometida em promover mudanças e criar um ambiente mais acolhedor e inclusivo para todas as pessoas na engenharia, reconhecendo que a diversidade é fundamental para a inovação e o progresso no campo. Através de suas iniciativas, ela espera inspirar futuras gerações de engenheiras e engenheiros a se destacarem em suas carreiras e contribuírem para um futuro mais sustentável e ético.
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