Morre Raimundo Rodrigues Pereira, ícone do jornalismo brasileiro, aos 85 anos
O Brasil se despede de um dos seus maiores jornalistas. Raimundo Rodrigues Pereira faleceu neste sábado (2), aos 85 anos, no Rio de Janeiro. Sua carreira, marcada pela integridade e compromisso com a democracia, deixou uma marca indelével no cenário jornalístico nacional.
Raimundo construiu sua trajetória profissional durante um dos períodos mais desafiadores da história do Brasil: a ditadura militar, que durou de 1964 a 1985. Ele trabalhou em importantes veículos de comunicação, como a revista Realidade e o jornal O Estado de S. Paulo. Em 1968, foi parte da equipe responsável pela primeira edição da revista Veja, que se tornaria um marco na mídia brasileira.
No entanto, foi no jornalismo alternativo que Raimundo realmente consolidou seu legado. Em 1975, ele fundou o jornal Movimento, um periódico que desafiou a forte censura imposta pela ditadura. As edições do jornal eram submetidas à aprovação da Polícia Federal, resultando no veto de milhares de conteúdos. Mesmo assim, Movimento se destacou como uma das principais vozes de oposição ao regime militar, circulando até 1981, quando a abertura política começou a mudar o cenário do país.
Após o fechamento do Movimento, Raimundo continuou sua atuação na área editorial, criando projetos significativos como a coleção Retrato do Brasil e a Revista Reportagem. Seu trabalho sempre foi pautado pela busca de um jornalismo crítico, independente e voltado para os interesses da sociedade.
O legado de Raimundo Rodrigues Pereira permanece vivo, inspirando novas gerações de jornalistas que veem na imprensa um poderoso instrumento de transformação social. Sua trajetória é um exemplo de coragem e determinação em prol da verdade e da liberdade de expressão.
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