Moraes Exige Esclarecimentos da PM-DF sobre Visitas Não Autorizadas a Anderson Torres

Moraes Exige Esclarecimentos da PM-DF sobre Visitas Não Autorizadas a Anderson Torres

Ministro do STF Cobra Esclarecimentos sobre Visitas Irregulares a Anderson Torres

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou que o Comando do 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal forneça explicações sobre duas visitas ao ex-ministro da Justiça Anderson Torres, realizadas fora dos horários autorizados. A determinação foi publicada nesta segunda-feira, 23 de outubro.

Em seu despacho, Moraes destacou que o último relatório de visitas apresentado pela PM indica que João Torres Filho, pai de Anderson, e Patrícia Gisele Torres, irmã do ex-ministro, estiveram presentes na unidade prisional conhecida como Papudinha no dia 11 de fevereiro, das 17h às 19h. As visitas a Torres, que devem ocorrer apenas às quartas e sábados, têm horários restritos: das 8h às 10h, das 11h às 13h ou das 14h às 16h, segundo as regras estabelecidas pelo ministro.

Moraes também enfatizou que os horários para as visitas foram definidos em 29 de janeiro de 2026, em resposta a um pedido de alteração do próprio batalhão. “Diante do exposto, nos termos dos arts. 21 e 341 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, OFICIE-SE ao Comando do 19º Batalhão de Polícia Militar, para que preste esclarecimentos, no prazo de 48 horas”, determinou.

Anderson Torres, que foi ministro da Justiça durante o governo de Jair Bolsonaro, foi condenado pelo STF a 24 anos de prisão por seu envolvimento na tentativa de golpe de estado ocorrida em 8 de janeiro. Durante esse período, ele também ocupava o cargo de secretário de Segurança do Distrito Federal.

Até o fechamento desta reportagem, a equipe de comunicação da Polícia Militar do DF e o 19º Batalhão não haviam respondido aos questionamentos sobre o motivo das visitas fora do horário permitido e a decisão do ministro Moraes.

Essa situação levanta importantes questões sobre a supervisão das visitas a detentos e a necessidade de cumprimento rigoroso das normas estabelecidas pelo Judiciário.

Fonte: Link original

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