Ministério das Mulheres Lança Grupo de Trabalho Emergencial para Combater Abuso Infantil no Brasil

Ministério das Mulheres Lança Grupo de Trabalho Emergencial para Combater Abuso Infantil no Brasil

Brasil Cria Grupo de Trabalho para Combater Exploração Sexual de Meninas até 14 Anos

Nesta quarta-feira (25), a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, anunciou a formação de um grupo de trabalho emergencial que se reunirá nos próximos dias para abordar a problemática da exploração sexual de meninas de até 14 anos. A iniciativa surge em resposta a casos em que a exploração é classificada como "vínculo afetivo" ou "justificada pelo consentimento da família".

O grupo contará com a participação de representantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do Ministério das Mulheres e de outras instituições relevantes. Durante uma entrevista ao programa "Bom Dia, Ministra", veiculado pelo Canal Gov, a ministra expressou sua indignação em relação à recente decisão da 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). A corte reverteu a condenação de um homem de 35 anos, acusado de estuprar uma criança de 12 anos, um caso que gerou grande repercussão nacional.

De acordo com a legislação brasileira, é crime realizar qualquer ato sexual com menores de 14 anos. "É evidente que uma criança nesta faixa etária não possui a capacidade de decisão necessária para escolher com quem se relacionar", enfatizou a ministra. Em resposta a um pedido de informações da Agência Brasil, o CNJ informou que o processo em questão tramita sob sigilo.

Na mesma entrevista, Márcia Lopes qualificou as atitudes de algumas autoridades do judiciário como "esdrúxulas", lamentando a falta de rigor na aplicação das leis que protegem crianças e adolescentes. "Decisões que desconsideram os direitos das crianças são inaceitáveis e precisam ser revistas", afirmou.

No entanto, uma reviravolta ocorreu nesta quarta-feira, quando o relator do caso, desembargador Magid Nauef Láuar, decidiu acolher o recurso do Ministério Público de Minas Gerais. Ele determinou a prisão do acusado e restabeleceu o mandado de prisão da mãe da vítima, em uma tentativa de corrigir a injustiça do julgamento anterior.

Além disso, o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, instaurou um pedido de providências em relação à atuação do TJMG e do desembargador responsável pela decisão inicial. Esse processo também está sob sigilo, dada a idade da vítima.

A ministra reforçou a importância da denúncia de casos de exploração sexual, ressaltando que qualquer cidadão pode reportar situações suspeitas. "A denúncia pode vir de vizinhos, professores, profissionais de saúde ou assistentes sociais. É fundamental que todos estejam atentos e atuem em defesa das crianças e adolescentes", concluiu.

Essa mobilização e o fortalecimento de medidas de proteção são essenciais para garantir a segurança e os direitos das jovens no Brasil.

Fonte: Link original

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