Prefeita de Juiz de Fora Alerta: Setor Minerador em MG Impede Progresso das Políticas Ambientais

Prefeita de Juiz de Fora Alerta: Setor Minerador em MG Impede Progresso das Políticas Ambientais

Minas Gerais: Prefeita de Juiz de Fora Critica Impactos da Mineração em Políticas Ambientais

Em meio à crise provocada pelas intensas chuvas em Juiz de Fora, a prefeita Margarida Salomão (PT) expressou preocupações sobre o impacto da mineração nas políticas ambientais do estado de Minas Gerais. Em entrevista realizada na quarta-feira (25), ela destacou que a atividade minera é um dos principais obstáculos para a implementação de iniciativas mais eficazes em prol do meio ambiente.

Margarida, que decretou estado de calamidade pública após os desastres causados pela chuva, afirmou que a mineração tem um papel central na economia mineira, o que limita a discussão sobre proteção ambiental. “A mineração bloqueia qualquer tipo de política ambiental mais avançada”, disse a prefeita, ressaltando a falta de comprometimento do estado com a questão ambiental, especialmente à luz das tragédias em Mariana e Brumadinho.

Estado de Calamidade e Respostas Governamentais

Após a forte tempestade que afetou a cidade, resultando em mortes e pessoas desaparecidas, a prefeita mobilizou esforços para buscar apoio federal. Em conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin, Margarida buscou auxílio para enfrentar a crise. Além disso, representantes de ministérios e da Caixa Econômica Federal visitaram o município para discutir medidas emergenciais.

Margarida, que assumiu a prefeitura em 2021 e foi reeleita em 2024, criticou a falta de diálogo entre o governo estadual, liderado por Romeu Zema (Novo), e os municípios. Ela mencionou que o Novo PAC, que prevê infraestrutura em áreas vulneráveis, enfrenta entraves burocráticos que dificultam sua implementação.

Desafios e Soluções em Tempo de Crise

A prefeita também abordou a necessidade de modernizar a infraestrutura da cidade para lidar com os extremos climáticos. Segundo ela, a burocracia exacerbada pós-Lava Jato tem atrasado a liberação de recursos essenciais. “Estamos enfrentando um ‘vestibular’ para ajustes documentais que é extremamente rigoroso”, lamentou.

Margarida destacou que, apesar das limitações, a prefeitura está implementando ações imediatas, como obras de contenção para mitigar os efeitos da ocupação urbana. Ela também mencionou a necessidade de desenvolver políticas habitacionais para atender os mais de 3.500 desabrigados e desalojados, como o auxílio-moradia, que será de pelo menos R$ 1.000.

Um Olhar para o Futuro

Margarida Salomão, nascida em Juiz de Fora há 75 anos e ex-reitora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), é a primeira mulher a ocupar a prefeitura da cidade. A sua vasta experiência política e acadêmica, incluindo três mandatos como deputada federal, a posiciona como uma líder comprometida com a transformação das políticas públicas em Minas Gerais.

A situação atual em Juiz de Fora evidencia a urgência de um planejamento urbano mais sustentável, que considere os riscos climáticos e as necessidades habitacionais da população. A prefeita reafirma que, embora não possa mudar toda a estrutura urbana de uma vez, intervenções estratégicas são fundamentais para o futuro da cidade.

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