Denúncia de Abuso Contra Desembargador Mobiliza Justiça e Sociedade
Um primo de segundo grau do desembargador Magid Nauef Láuar, identificado como Saulo Láuar, de 42 anos, decidiu denunciar o magistrado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por uma suposta tentativa de abuso sexual que teria sofrido na adolescência. A denúncia, que surge em meio a uma decisão controversa do desembargador que absolveu um homem acusado de estuprar uma criança de 12 anos, levanta questões sérias sobre a atuação do Judiciário em casos de violência sexual.
Saulo, que se sentiu motivado a quebrar o silêncio após a absolvição do réu, descreveu sua decisão como um "dever existencial". Em sua avaliação, a postura do desembargador durante o julgamento de casos de abuso sexual é alarmante e prejudicial, especialmente para as vítimas. “Diante da insatisfação coletiva acerca da decisão, me senti na obrigação de agir para enfrentar um comportamento tão nocivo à sociedade”, afirmou.
O CNJ já ouviu cinco pessoas com denúncias semelhantes relacionadas ao desembargador, que, por meio do Tribunal de Justiça, optou por não comentar sobre as acusações. Saulo, que trabalhou como office boy para Magid na juventude, compartilhou em suas redes sociais uma foto do fórum onde atuou, reforçando seu vínculo com o caso e sua motivação para falar sobre o trauma vivido.
Em um relato emocional, Saulo descreveu como revisitar sua experiência de abuso o deixou com o corpo “tenso e dolorido”, ressaltando a dificuldade de expor sua história. Ele não entrou em detalhes sobre o incidente, preferindo não reabrir feridas emocionais.
A situação ganhou novos desdobramentos na quarta-feira (25), quando o desembargador reverteu sua decisão anterior, acatando um recurso do Ministério Público e decidindo pela condenação do homem acusado de estuprar a menina de 12 anos. Magid expressou arrependimento, afirmando que a situação expôs um entendimento recorrente no Judiciário que ignora a realidade social e os progressos na perspectiva de gênero.
Esse caso está gerando repercussão e levantando discussões importantes sobre a responsabilidade dos membros do Judiciário e a proteção das vítimas de crimes sexuais no Brasil.
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