Manifestações em São Paulo: Bolsonaristas pedem intervenção de Trump e impeachment de Lula
Neste domingo (1°), a Avenida Paulista, um dos principais cartões-postais de São Paulo, foi palco da manifestação "Acorda Brasil", organizada por grupos de direita. Os participantes, em sua maioria bolsonaristas, clamaram por uma intervenção do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, além do impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Também pediram "liberdade" para os condenados envolvidos em ações golpistas.
Este evento marcou a estreia do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como pré-candidato à Presidência. Uma pesquisa recente realizada pelo Paraná Pesquisas indicou um empate técnico entre Flávio e Lula, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
Durante seu discurso, Flávio Bolsonaro fez referências às prisões decorrentes dos ataques de 8 de janeiro de 2023, afirmando: “Prenderam pessoas que nunca cometeram crimes e obrigaram pessoas a saírem da própria pátria.” O senador criticou o veto de Lula ao Projeto de Lei da Dosimetria, prometendo que os condenados pelo incidente de janeiro poderiam retornar para casa, exceto seu pai, Jair Messias Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses pelo STF por tentativa de golpe.
Flávio também se dirigiu ao público feminino, destacando que, durante o governo de seu pai, as mulheres foram "protegidas", apesar de dados que mostram que Jair Bolsonaro reduziu em 90% os recursos destinados ao combate à violência contra a mulher. Em tom eleitoral, ele encerrou sua fala com uma mensagem esperançosa: “Deus vai abrir esse mar para gente atravessar e, do outro lado, a gente vai cantar o hino da vitória.”
Ausências notáveis e tensões internas
Antes do protesto, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), um dos organizadores, divulgou uma carta atribuída a Jair Bolsonaro. Na mensagem, o ex-presidente lamentou críticas direcionadas à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a seus aliados, enfatizando que as disputas eleitorais para 2026 devem ser tratadas com diálogo e sem pressão.
Diferentemente de manifestações anteriores, Michelle não compareceu ao ato, assim como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que se encontrava em viagem à Alemanha. Apesar dessas ausências, os aliados presentes se concentraram em destacar o apoio de outros governadores e figuras políticas ao evento.
Flávio Bolsonaro foi o centro das atenções ao chegar escoltado por Nikolas Ferreira, gerando alvoroço entre os presentes. Durante a manifestação, uma mulher passou mal e recebeu atendimento médico sob o caminhão de som. Políticos presentes afirmaram que o apoio a Flávio não estava "aquém do desejável", justificando a declaração de Eduardo Bolsonaro – que participou do ato remotamente – como uma reação emocional à situação de seu pai.
Questões de segurança pública em pauta
À medida que o evento se aproximava do fim, um vídeo de cinco minutos, com imagens de assaltos, foi exibido, associando esses crimes a figuras políticas do governo atual. O material provocou reações entre os participantes, que demonstraram descontentamento com a situação da segurança no país.
O evento, que teve um custo aproximado de R$ 130 mil, reuniu diversos apoiadores e figuras políticas da direita, mas também evidenciou as tensões internas entre os bolsonaristas, refletindo um panorama político conturbado em meio às eleições que se aproximam.
Fonte: Link original
































