Irã Fecha Estreito de Ormuz e Ameaça com Retaliações Severas
O Irã declarou, nesta segunda-feira (2), o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas do mundo para a exportação de petróleo. A decisão foi anunciada pela mídia estatal iraniana, que também publicou uma advertência de que qualquer navio que tentar atravessar a área será incendiado. O aviso é o mais contundente desde que, no último sábado (28), o país já havia informado sobre o fechamento da rota, como forma de retaliação à morte do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei.
Ebrahim Jabari, assessor do comandante da Guarda Revolucionária do Irã, afirmou: "O estreito está fechado. Se alguém tentar passar, os heróis da Guarda Revolucionária e da Marinha regular incendiarão esses navios". Apesar das declarações enfáticas, uma fonte do Comando Central dos EUA afirmou à Fox News que o estreito não está efetivamente fechado.
O Estreito de Ormuz é vital para o comércio global, sendo responsável pela passagem de aproximadamente 20% do petróleo mundial. Seu fechamento poderia provocar um aumento drástico nos preços do barril de petróleo. Recentemente, a Guarda Revolucionária iraniana atacou um petroleiro no estreito, identificado como Athen Nova, conforme confirmaram fontes da agência Reuters.
Tensões já eram evidentes antes do anúncio do fechamento. A Guarda Revolucionária havia alertado que os "inimigos" responsáveis pela morte de Khamenei não estariam seguros em lugar algum. Essa declaração surgiu após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter afirmado que está confiante na vitória americana em sua ofensiva contra o Irã.
Em um post no X, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, pediu que Estados Unidos e Israel fossem responsabilizados por ataques a uma escola e um hospital no Irã, que resultaram em 168 mortos. Os ataques, que ocorreram em uma escola no sul do país e em um hospital em Teerã, não foram confirmados por Washington ou Tel Aviv.
Trump, em seu discurso, defendeu a ofensiva no Irã como uma "última e melhor chance" para neutralizar o regime iraniano. Ele previu que o conflito poderia se estender por "quatro ou cinco semanas ou mais". O presidente americano expressou sua intenção de destruir mísseis iranianos, desmantelar a Marinha do país e interromper suas ambições nucleares, além de seu financiamento a grupos terroristas. Trump também indicou que não está disposto a retomar as negociações com Teerã, que buscavam um acordo de não proliferação nuclear.
Com a escalada das tensões no Oriente Médio, o mundo observa atentamente os desdobramentos dessa crise que pode ter implicações globais significativas.
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