Irã Aclara Normas para Navegação no Estreito de Ormuz em Meio a Conflitos Regionais
O Irã comunicou ao Conselho de Segurança da ONU e à Organização Marítima Internacional (OMI) que embarcações consideradas "não hostis" podem transitar pelo Estreito de Ormuz, desde que realizem a devida coordenação com as autoridades iranianas. A declaração, divulgada nesta terça-feira, 24, ocorre em um contexto de tensão crescente entre os Estados Unidos, Israel e o Irã, que impacta significativamente o transporte de petróleo e gás natural na região.
Recentemente, os conflitos na área têm afetado os embarques de aproximadamente 20% do petróleo e gás natural liquefeito globais que passam pelo estreito. A nota do Ministério das Relações Exteriores do Irã foi enviada no domingo aos 15 membros do Conselho de Segurança e ao secretário-geral da ONU, António Guterres, sendo posteriormente compartilhada com os 176 países membros da OMI.
No documento, o Irã afirma que embarcações que não participem de atividades hostis, incluindo aquelas ligadas a outros Estados, podem usufruir da passagem segura pelo Estreito de Ormuz, desde que cumpram as normas de segurança estabelecidas. A nota enfatiza que "embarcações, equipamentos e bens pertencentes aos EUA, Israel ou quaisquer outros envolvidos em ações hostis não estão qualificados para a passagem inocente".
Além disso, o governo iraniano declarou que tomou "medidas necessárias e proporcionais" para evitar que agressores explorem a região para realizar operações contra o país. O Financial Times foi o primeiro a relatar a distribuição desta carta entre os Estados-membros da OMI.
Com a escalada das tensões e a importância estratégica do Estreito de Ormuz, a comunicação clara do Irã sobre as normas de navegação destaca a complexidade da situação e suas implicações para a segurança internacional e o mercado de petróleo.
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