Taxa de Desemprego Atinge 5,8% em Fevereiro, Menor no Trimestre

No trimestre terminado em fevereiro, o Brasil tinha 102,1 milhões de pessoas ocupadas e 6,2 milhões à procura de trabalho

No trimestre encerrado em fevereiro de 2023, a taxa de desemprego no Brasil foi de 5,8%, um aumento em relação ao trimestre anterior, que registrou 5,2%. Apesar desse aumento, a taxa atual é a menor para um trimestre encerrado em fevereiro desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua em 2012. Comparativamente, em fevereiro de 2022, a taxa de desemprego era de 6,8%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostram que o Brasil contava com 102,1 milhões de pessoas ocupadas e 6,2 milhões em busca de trabalho naquele período.

O aumento da taxa de desemprego foi atribuído à perda de vagas em setores como saúde, educação e construção, que costumam ter um comportamento sazonal, especialmente no início do ano. A coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, destacou que muitos trabalhadores nesses setores são contratados temporariamente, e a transição entre anos envolve o encerramento de contratos, o que impacta o nível de ocupação.

Apesar do aumento na taxa de desemprego, o rendimento médio mensal do trabalhador atingiu R$ 3.679, um recorde histórico, 2% acima do valor do trimestre anterior e 5,2% maior em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Esse aumento no rendimento é considerado real, ou seja, já desconta a inflação. Beringuy explicou que o crescimento do rendimento é impulsionado pela alta demanda por trabalhadores e uma tendência de formalização em setores de comércio e serviços.

A pesquisa também revelou outros pontos relevantes: o número de empregados no setor privado com carteira assinada foi de 39,2 milhões, mantendo-se estável em comparação com o trimestre anterior e em relação ao mesmo período em 2022. O número de trabalhadores autônomos permaneceu em 26,1 milhões, com um aumento de 3,2% em relação ao ano anterior, ou seja, mais 798 mil pessoas. A taxa de informalidade, que refere-se à população ocupada sem garantias trabalhistas, foi de 37,5% (aproximadamente 38,3 milhões de trabalhadores), uma leve diminuição em relação aos 37,7% do trimestre anterior.

A metodologia da pesquisa do IBGE considera pessoas a partir de 14 anos e abrange todas as formas de ocupação, sejam elas com ou sem carteira assinada, temporárias ou autônomas. Para ser considerada desocupada, uma pessoa deve ter efetivamente buscado trabalho nos 30 dias anteriores à pesquisa. A amostra abrange 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

Historicamente, a série da Pnad Contínua registrou a maior taxa de desemprego em 14,9%, durante os trimestres encerrados em setembro de 2020 e março de 2021, períodos marcados pela pandemia de covid-19. Por outro lado, o menor índice foi de 5,1% no quarto trimestre de 2022. Essas informações indicam um cenário complexo e dinâmico do mercado de trabalho brasileiro, com avanços em alguns aspectos, como o rendimento, mas desafios persistentes na taxa de desemprego e na informalidade.

Fonte: Link original

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