Estudantes Chilenos Protestam Contra Políticas do Governo Kast em Santiago
Na última quinta-feira (26), milhares de estudantes do ensino médio e universitários tomaram as ruas do centro de Santiago, no Chile, em um protesto massivo contra as recentes políticas do governo do presidente José Antonio Kast. A manifestação, que expressou descontentamento com as medidas de austeridade e os aumentos de preços, foi marcada por uma forte repressão policial.
Os Carabineros, a força policial chilena, utilizaram canhões de água e gás lacrimogêneo na tentativa de dispersar os manifestantes. O protesto foi motivado pela proposta de corte orçamentário de quase 3%, que impacta diretamente setores essenciais como educação e saúde. Além disso, os estudantes se opõem ao aumento de quase 60% nos preços dos combustíveis, especialmente no diesel, que poderá encarecer o custo de vida, afetando alimentos e transporte.
As demandas dos estudantes vão além das questões econômicas. Eles também se manifestam contra a intensificação das penalidades para devedores do Empréstimo Estudantil com Garantia Estatal e a proposta de eliminação gradual da gratuidade do ensino superior para aqueles com mais de 30 anos. A Assembleia Coordenadora de Estudantes do Ensino Médio (Aces) denunciou essas medidas como parte de um ataque sistemático aos direitos estudantis e sociais.
As mudanças na política de gratuidade do ensino superior, que beneficiava cerca de 600 mil alunos até 2025, são vistas pelos estudantes como uma forma de aprofundar as desigualdades e consolidar um modelo educacional mercadológico. O movimento estudantil atual se apresenta como um catalisador para a luta por uma educação gratuita, universal e inclusiva, além de defender causas como os direitos ambientais e de saúde.
Os protestos refletem um clima crescente de insatisfação com a administração de Kast, que tomou posse em março de 2026 e é caracterizada por uma agenda de extrema direita. Recentemente, a administração anunciou uma pauta que prioriza políticas extrativistas e favorece grandes empresas, provocando reações de diversas organizações ambientalistas.
A desaprovação ao governo de Kast aumentou significativamente nas últimas semanas, passando de 37% para 49%, evidenciando o descontentamento popular e a urgência das reivindicações apresentadas pelos estudantes. O movimento estudantil, portanto, não apenas busca melhorias imediatas, mas também se propõe a ser uma voz ativa em questões sociais mais amplas.
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