Reactor Overheating Delays Research Activities Significantly

Superaquecimento de reator deve atrasar atividades de pesquisa

Na tarde de segunda-feira, 23 de outubro, ocorreu um incidente de superaquecimento nos painéis de controle do reator de pesquisa IEA-R1, localizado na Universidade de São Paulo (USP), no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen). Este evento resultou na evacuação do prédio onde o reator está instalado e deve atrasar a retomada das atividades de pesquisa, especialmente a produção de radioisótopos de uso médico, uma das principais funções do reator, conhecido por ser pioneiro na produção nacional desses materiais.

Embora o superaquecimento tenha gerado fumaça e causado danos a parte dos painéis, não houve risco à segurança nem vazamento de radiação. As autoridades competentes, incluindo a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), a brigada de emergência do Ipen, o Corpo de Bombeiros, e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), realizaram vistorias no local. A Cnen informou que ainda não há um diagnóstico definitivo sobre as causas do superaquecimento, embora dois painéis de controle tenham sido comprometidos. Para garantir a qualidade do ar e a segurança do ambiente, a CETESB foi acionada e uma bomba foi instalada para remoção total do ar do local.

O reator IEA-R1, que possui 68 anos de operação, é um reator de urânio com 12 estações de pesquisa, algumas das quais são utilizadas para produzir elementos radioativos aplicáveis em medicina e agricultura. Na ocasião do incidente, o reator estava desligado, o que minimizou os riscos, mas alguns sistemas de segurança permaneciam energizados para assegurar a integridade das operações. A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) também participou das vistorias realizadas nos dias seguintes ao evento, confirmando que o incêndio teve natureza localizada e não representou risco radiológico.

Desde novembro de 2025, o reator já estava passando por readequações devido à identificação de alterações em elementos refletores de grafite, o que havia resultado na paralisação de suas operações. Apesar do incidente recente não comprometer a segurança nuclear, a equipe responsável decidiu suspender todas as atividades como medida cautelar para evitar danos adicionais aos componentes do núcleo do reator.

Atualmente, o Brasil conta com quatro reatores nucleares de pesquisa, todos sob a supervisão da Cnen, sendo o IEA-R1 o de maior capacidade, com 5 MW. Esses reatores desempenham papéis cruciais na produção de radioisótopos para medicina nuclear, fornecimento de fontes radioativas para a indústria, e no desenvolvimento de pesquisas científicas, além de contribuir para a formação e treinamento de profissionais na área.

Em construção na cidade de Iperó, São Paulo, está um novo reator com previsão de entrega até 2029, que terá uma capacidade de 30 MW. Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), este novo reator garantirá a autossuficiência na produção do radioisótopo Molibdênio-99, essencial para diagnósticos médicos, e permitirá a nacionalização de outros radioisótopos. Este projeto representa um avanço significativo para a infraestrutura nuclear do Brasil, promovendo não apenas a segurança e eficiência na produção de radioisótopos, mas também o desenvolvimento de tecnologias nucleares inovadoras.

Fonte: Link original

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