Mass Actions in the US Challenge Trump’s Authoritarianism: See Photos

Manifestantes participam do ato “No Kings” em frente ao Capitólio de Minnesota, em Saint Paul, neste sábado (28), contra o governo de Donald Trump.

No último sábado, 28 de março, uma onda de protestos tomou conta das ruas de centenas de cidades nos Estados Unidos, mobilizando uma ampla coalizão de movimentos sociais e frentes progressistas. Esses atos, parte do movimento “No Kings” (Nenhum Rei), emergem como a principal voz de oposição ao governo de Donald Trump desde o início de seu segundo mandato em janeiro de 2025. A mobilização reflete um crescente descontentamento com o que os organizadores caracterizam como uma ascensão do fascismo no país, além de denunciar a escalada autoritária do governo Trump, a perseguição a imigrantes e os efeitos econômicos devastadores da guerra no Oriente Médio.

Diferente de manifestações anteriores, o protesto deste sábado alcançou locais menos urbanizados, como Jekyll Island na Geórgia e pequenos distritos no Alabama e Wyoming, mostrando uma capilaridade inédita. O manifesto que convoca os atos expressa a indignação com a tirania percebida do presidente: “Trump quer nos governar como um tirano. Mas o poder pertence ao povo, não a ele ou aos seus aliados bilionários”.

Um dos momentos mais impactantes das manifestações ocorreu em Minneapolis, onde, em janeiro, agentes de imigração mataram dois cidadãos americanos, Renee Good e Alex Pretti, durante uma operação policial. Este evento se tornou um símbolo do desrespeito aos direitos civis e do uso das forças de segurança como uma extensão do poder político.

A mobilização acontece em um contexto de queda na popularidade de Trump, que está em apenas 36% de aprovação, com o descontentamento popular sendo alimentado pela situação econômica. A guerra com o Irã, que já dura um mês, interrompeu o abastecimento de petróleo e resultou em um aumento nos preços dos combustíveis e da cesta básica, criando um “imposto de guerra” que afeta diretamente os cidadãos. Essa crise econômica, combinada com o aumento do custo de vida, levou milhares de pessoas a participar de mais de 3.100 atos planejados, incluindo manifestações de solidariedade em diversos países europeus.

A resposta da Casa Branca aos protestos foi desdenhosa. A porta-voz Abigail Jackson descreveu os atos como “sessões de terapia de delírios”, minimizando a gravidade das preocupações levantadas pelos manifestantes. Apesar das tentativas de deslegitimar os protestos, a mobilização continua a crescer, reunindo pessoas em diversas cidades, incluindo Boston, Atlanta, Washington, D.C., Detroit e Houston, refletindo um forte sentimento de insatisfação com a administração Trump.

As imagens dos protestos, que incluem multidões marchando em locais icônicos, como o Memorial Lincoln e capitólios estaduais, capturam a determinação dos manifestantes em lutar por seus direitos e contra o que consideram uma administração opressora. A jornada do movimento “No Kings” mostra não apenas uma resistência ao governo atual, mas também um apelo por um retorno aos valores democráticos e à justiça social. Este dia nacional de protestos destaca a resiliência de uma parte significativa da população americana que se recusa a aceitar a normalização do autoritarismo e busca um futuro mais justo e igualitário.

Fonte: Link original

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