Durante a 1ª Conferência Internacional Antifascista pela Soberania dos Povos, realizada em Porto Alegre, o jornalista Breno Altman destacou a luta da resistência palestina e a relação do conflito com a política global. Em sua fala, Altman afirmou que os mísseis iranianos que atingem Israel são uma forma de vingança por crianças e mulheres palestinas, e que a causa palestina é uma “régua moral e geopolítica” que distingue a humanidade. Ele enfatizou a conexão entre Israel e a política dos Estados Unidos, sugerindo que a derrota de Israel poderia enfraquecer a estratégia norte-americana no Oriente Médio e beneficiar os povos oprimidos.
O evento, que contou com uma plateia engajada, abordou a crescente normalização da violência contra os palestinos e a longa história de ataques que culminam em genocídio. Ualid Rabah, presidente da Federação Árabe Palestina, descreveu o atual momento como uma fase avançada do fascismo, destacando a continuidade da opressão sob diferentes administrações americanas, e chamou a atenção para a magnitude do extermínio de crianças e a tentativa de colapsar a capacidade reprodutiva da sociedade palestina.
Thiago Ávila, da Global Sumud Flotilha, ressaltou a importância das mobilizações internacionais em apoio à Palestina, afirmando que a resistência regional, incluindo ações do Irã e do Líbano, é crucial para enfrentar a dominação imperialista. Ele criticou a ideia de cessar-fogo, argumentando que a violência está sempre presente em Gaza, e que a conscientização global sobre a situação é vital para a luta.
Marwan Jebril, embaixador da Palestina no Brasil, e Ibrahim Alzeben, embaixador da Liga Árabe, reforçaram o impacto positivo da solidariedade internacional, citando as mobilizações como estímulo para a resistência palestina. Jebril mencionou que o apoio global fornece ânimo e esperança, enquanto Alzeben agradeceu ao Brasil pelo suporte contínuo à causa palestina.
Maren Mantovani, do movimento BDS, e Muna Muhammad Odeh, do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior, discutiram a necessidade de romper relações com Israel, destacando a responsabilidade internacional em não normalizar a opressão. Odeh enfatizou que, apesar de a limpeza étnica não ser nova, os métodos atuais de destruição são sem precedentes.
Sayid Marcos Tenório, do Instituto Brasil Palestina, e a vereadora Mariana Conti, do Psol, abordaram a situação da Palestina como um processo histórico de colonização, e a importância de reconhecer a legitimidade da resistência palestina sob o direito internacional. Conti mencionou a Global Sumud Flotilha como exemplo de solidariedade ativa, enquanto a vereadora Juliana de Souza, do PT, destacou o papel das mulheres na resistência, lembrando a necessidade de reconhecimento histórico do Brasil em relação ao Estado palestino.
O debate culminou em um chamado à ação e à solidariedade internacional, relembrando Porto Alegre como um berço de mobilização social. A mediadora Gabi Tolotti concluiu que a luta coletiva é essencial para a transformação e que não cessarão os esforços até que a Palestina seja livre. O evento reafirmou a importância da articulação global contra o fascismo e a opressão, ressaltando que a liberdade da Palestina é um passo necessário para a liberdade de todos.
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