Em uma entrevista à CNN Brasil no dia 2 de outubro, o candidato à presidência Ronaldo Caiado, do PSD, apresentou suas propostas para a redução dos gastos públicos, propondo um corte de R$ 100 bilhões, dos quais R$ 50 bilhões seriam provenientes de emendas impositivas. Caiado destacou que pretende também reduzir 25% dos custos relacionados a órgãos públicos e “Podres,” além de combater os chamados “supersalários” e realizar auditorias em todo o sistema de benefícios sociais. Ele mencionou que, se em Goiás conseguiu cortar R$ 3 bilhões em incentivos fiscais, acredita que, em uma escala nacional, poderia economizar cerca de R$ 30 bilhões.
Caiado foi questionado sobre os comentários do coordenador econômico de sua campanha, Roberto Brant, que falou sobre a possibilidade de uma desvinculação temporária de despesas para beneficiários previdenciários. O candidato enfatizou a liberdade que seria dada ao presidente para priorizar essas questões, elogiando Brant como um expert no sistema previdenciário. Caiado se comprometeu a manter sua prioridade em relação a esse assunto, deixando claro que qualquer decisão seria feita com um entendimento profundo das necessidades do país.
Além disso, o candidato abordou a relação que pretende ter com o Congresso, especialmente em relação à aprovação de uma emenda de emergência fiscal. Ele reconheceu a crise que o Brasil enfrenta e a necessidade de adotar medidas que impactem diretamente as áreas que demandam contenção de despesas. Caiado ressaltou que sua experiência anterior em Goiás, onde implementou medidas semelhantes, lhe confere a habilidade necessária para dialogar e convencer os legisladores sobre a urgência das reformas que pretende implementar.
Em suma, as propostas de Ronaldo Caiado para a presidência giram em torno da austeridade fiscal e da reavaliação dos gastos públicos, com um plano claro de cortes significativos e uma abordagem pragmática para a negociação com o Congresso. Sua visão é de um governo que prioriza a redução de desperdícios e a eficiência dos recursos, buscando um caminho para a recuperação econômica do Brasil em meio a um cenário desafiador.
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