Polícia prende PMs por emprestar viatura em pegadinha de humorista

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Três Policiais Militares de Alagoas Suspendidos Após Uso Indevido de Viatura em Gravação de Influenciador

Três policiais militares do estado de Alagoas foram suspensos administrativamente após uma viatura oficial ser utilizada em uma gravação de uma "pegadinha" realizada pelo influenciador Carlinhos Maia. O incidente ocorreu no último sábado (8), em Ipioca, Maceió, em um local conhecido como Rancho do Maia.

Durante a gravação, que simulava uma ocorrência policial, duas pessoas foram vistas entrando na parte traseira da viatura, enquanto um homem vestido como policial participava da encenação. A Polícia Militar foi alertada sobre a situação após uma verificação inicial que revelou a ausência de qualquer registro de chamado ao número 190, o que levantou suspeitas sobre a legalidade do uso do veículo.

Em resposta ao episódio, o Comando-Geral da Polícia Militar de Alagoas decidiu suspender os três agentes, incluindo um tenente, por um período de 72 horas. Além disso, os policiais estão sendo submetidos a um procedimento disciplinar que visa esclarecer as circunstâncias em que a viatura foi utilizada. A investigação irá apurar se houve autorização por parte dos policiais para que os participantes da gravação entrassem no veículo.

A defesa dos policiais alega que os figurantes acessaram a viatura sem a devida autorização, o que pode complicar ainda mais a situação dos envolvidos.

Carlinhos Maia se Pronuncia Sobre o Caso

Após a repercussão do episódio, Carlinhos Maia utilizou suas redes sociais para se manifestar. O influenciador pediu desculpas e descreveu o ocorrido como um ato de “burrice” e “ingenuidade”. Segundo Maia, a viatura estava presente no local devido a uma aglomeração e confusão na entrada do Rancho do Maia. Ele afirmou que conversou com os policiais e solicitou autorização para que uma das participantes, identificada como Marijane, entrasse brevemente no veículo durante a filmagem.

Carlinhos também negou que os policiais tenham recebido qualquer compensação pelo uso da viatura e se colocou em defesa dos agentes envolvidos no incidente.

Este caso levanta questões sobre a utilização de viaturas oficiais e a responsabilidade dos agentes em situações que envolvem interação com figuras públicas. A investigação em andamento deverá fornecer mais clareza sobre os fatos e as possíveis consequências para os policiais e envolvidos.

Fonte: Link original

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