Rede Sustentabilidade em Pernambuco Apresenta Chapa Sem Alianças com Raquel Lyra e João Campos
A Rede Sustentabilidade em Pernambuco lança uma chapa composta por 36 candidatos às eleições estaduais e federais, com uma proposta clara: não incluir nomes que manifestem apoio à governadora Raquel Lyra (PSD) e ao ex-prefeito João Campos (PSB). A afirmação foi feita por Alice Gabino, dirigente da Rede no estado e pré-candidata a vice-governadora, que lidera a chapa ao lado do ex-vereador Ivan Moraes (Psol).
A decisão ocorre em meio a um momento de turbulência interna, após a saída do deputado federal Túlio Gadêlha, um dos principais nomes do partido, que se transferiu para o PSD em busca de uma candidatura ao Senado e uma relação mais próxima de Raquel Lyra. A mudança gerou discussões sobre a identidade e os objetivos da Rede.
Mudanças e Desafios Internos
Alice Gabino enfatiza que a Rede deve focar no futuro, deixando a saída de Gadêlha para trás. “O deputado tomou outro rumo político e optou por um partido que se alinha a uma proposta mais à direita”, declarou. Ela ressaltou que o foco da Rede é manter sua identidade como um partido ambientalista e de esquerda, alinhado ao governo do presidente Lula.
Gabino também reconheceu o impacto da saída de Gadêlha, mas reafirmou a força da militância da Rede, composta por professores, ambientalistas, sindicalistas e jovens engajados. “Estamos prontos para apresentar uma chapa competitiva ao povo pernambucano”, afirmou.
A chapa da federação Psol-Rede tem como meta eleger pelo menos um deputado federal e um estadual, mantendo o mesmo número de cadeiras conquistadas em 2022. O professor Paulo Rubem Santiago, ex-deputado federal, é o candidato único ao Senado pela Rede.
Uma Nova Estratégia para a Campanha
Ivan Moraes, co-candidato da chapa, destacou a importância de dialogar com outras candidaturas que apoiam a reeleição de Lula, permitindo que os eleitores escolham entre as diversas opções disponíveis. Em Pernambuco, já se destacam as candidaturas ao Senado de Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT), além de Gadêlha (PSD).
A saída de Dani Portela, ex-deputada estadual, para o PT, também foi mencionada por Gabino, que a considerou uma “decisão madura”. “Cada um tem seus motivos para seguir em frente. A migração faz parte do processo político”, refletiu.
Preparativos para a Convenção Partidária
A confirmação das pré-candidaturas ocorrerá em uma plenária agendada para domingo (19). A convenção para oficializar as chapas proporcionais e majoritária está marcada para o primeiro domingo de agosto, na sede do Psol, no Derby. A aliança entre Psol e Rede também conta com o apoio do Partido Comunista Brasileiro (PCB), que indicará um nome para a 1ª suplência no Senado.
Com quase 7,2 milhões de eleitores aptos em Pernambuco, as projeções indicam que serão necessários cerca de 204 mil votos para garantir uma cadeira na Câmara Federal e 105 mil para uma vaga na Assembleia Legislativa. A Rede Sustentabilidade, fundada em 2013 sob a liderança de Marina Silva, atualmente possui três cadeiras na Câmara e está em uma federação com o Psol desde 2022, atuando como uma única força política para fins eleitorais.
A preparação da chapa para as eleições de 2026 promete ser um desafio, mas a Rede Sustentabilidade se mostra determinada a fortalecer sua presença e proposta política em Pernambuco.
Fonte: Link original

































