O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que o Irã não aceitará negociações sob ameaças e que está preparado para adotar novas estratégias caso a guerra recomece. Sua afirmação ocorreu antes do término do cessar-fogo na quarta-feira, 22 de outubro. Ghalibaf enfatizou sua posição em uma postagem na rede social X, afirmando que, nas últimas duas semanas, o país se preparou para mostrar “novas cartas no campo de batalha”.
Enquanto isso, a televisão estatal do Irã informou que nenhuma delegação iraniana havia viajado ao Paquistão para participar da segunda rodada de negociações com os Estados Unidos. Em contraste, uma delegação americana, liderada pelo vice-presidente JD Vance, estava prestes a partir para Islamabad para essas discussões de paz. A situação se complicou com declarações do ex-presidente Donald Trump, que anunciou que os negociadores dos EUA estavam em movimento e reiterou que o bloqueio naval imposto aos portos iranianos permaneceria em vigor até um acordo de paz ser alcançado. Trump afirmou que o bloqueio está causando enormes perdas financeiras ao Irã, estimadas em 500 milhões de dólares por dia. No entanto, dados da empresa Lloyd’s List Intelligence indicaram que pelo menos 26 navios da frota iraniana conseguiram contornar o bloqueio.
Trump também comentou sobre o urânio enriquecido do Irã, afirmando que a obtenção desse material seria um processo difícil e prolongado, especialmente após os ataques americanos aos locais nucleares de Teerã no ano anterior. O Irã possivelmente possui cerca de 400 kg de urânio enriquecido, que pode ser usado para a fabricação de armas nucleares.
No contexto do conflito regional, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que o país busca desarmar o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, utilizando tanto meios militares quanto diplomáticos. Desde o início dos ataques israelenses ao Líbano em 2 de março, o governo libanês reportou a morte de ao menos 2.387 pessoas. Um ataque que resultou na morte de um soldado francês foi condenado pelo Conselho de Segurança da ONU, que atribuiu a responsabilidade ao Hezbollah.
Os Estados Unidos também estão promovendo novas negociações entre Israel e Líbano, com um funcionário do Departamento de Estado afirmando que o país continuará facilitando discussões entre os dois governos em busca de um acordo de paz.
Na Faixa de Gaza, Israel atacou um grupo de policiais palestinos próximo a Khan Younis, reiterando a determinação do governo israelense em perseguir as forças do Hamas até que se entreguem. O Hamas, por sua vez, acusou Israel de violar o cessar-fogo e pediu a intervenção de mediadores. A situação em Gaza permanece tensa, com os ataques israelenses causando não apenas destruição, mas também um retorno do medo nas comunidades, que ainda estão se recuperando dos conflitos anteriores.
Em suma, a situação no Irã, Israel e Líbano continua crítica, com tensões aumentadas e a possibilidade de novos conflitos à medida que as negociações de paz enfrentam desafios significativos.
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