Europol Localiza 45 Crianças Ucranianas Transferidas à Força Para a Rússia e Belarus
A Europol anunciou nesta segunda-feira (20) que conseguiu identificar o paradeiro de pelo menos 45 crianças ucranianas que foram transferidas à força para territórios ocupados pela Rússia, além de Belarus. Essa ação foi resultado de uma colaboração internacional que envolveu 40 investigadores de 18 países, incluindo representantes do Tribunal Penal Internacional (TPI) e diversas organizações não governamentais.
Os especialistas reunidos em Haia se dedicaram a compilar informações sobre as crianças, o que pode levar à localização dos menores deportados. A Europol destacou que a equipe utilizou fontes abertas online e tecnologias de reconhecimento facial, analisando fotos fornecidas pelos pais para rastrear as crianças. Além disso, foram identificadas as rotas de transporte e as unidades militares envolvidas no processo de deportação.
"Até o momento, conseguimos identificar e compartilhar informações sobre 45 crianças com as autoridades ucranianas, para apoiar suas investigações em andamento", declarou a agência em um comunicado.
Esta é a terceira iniciativa da Europol voltada para a localização das crianças desaparecidas. Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022, estima-se que cerca de 20 mil crianças ucranianas tenham sido levadas à força para a Rússia. Muitas delas foram adotadas por cidadãos russos, enquanto outras estão em campos de "reeducação" ou hospitais psiquiátricos, conforme relatado pela agência europeia.
O tema da deportação de crianças é extremamente sensível na Ucrânia e continua a ser um ponto central nas negociações de paz entre Kiev e Moscou. A Rússia, por sua vez, alega que as transferências foram realizadas para proteger as crianças e afirma estar disposta a devolvê-las às famílias sob condições que considera apropriadas.
O Tribunal Penal Internacional já emitiu mandados internacionais de prisão contra o presidente russo Vladimir Putin e sua comissária para os direitos das crianças, Maria Lvova-Belova, por supostos crimes de guerra relacionados à deportação das crianças. A situação continua a ser monitorada de perto pela comunidade internacional.
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