Na noite de quarta-feira, bombardeios massivos da Rússia contra a Ucrânia deixaram pelo menos 19 mortos e 111 feridos, com foco em Kiev e na cidade portuária de Odessa. Moradores relataram experiências aterradoras, como Tetiana, residente de Odessa, que descreveu o contínuo ataque que durou toda a noite, resultando em danos em sua casa. O Ministério da Defesa russo afirmou que os ataques visaram instalações militares e infraestruturas energéticas utilizadas pelo exército ucraniano, reforçando que todos os alvos foram atingidos com precisão.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, atualmente em visita aos Países Baixos, lamentou as mortes e pediu um minuto de silêncio em homenagem às vítimas civis, incluindo crianças, que perderam a vida devido à “loucura russa”. As negociações entre Moscou e Kiev para um cessar-fogo estão estagnadas, especialmente após o recente conflito no Oriente Médio, que teve início em fevereiro, intensificando a tensão regional.
Desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022, o exército russo tem realizado ataques quase todas as noites, com uma escalada recente nos bombardeios diurnos. Em um único dia, a Rússia lançou 659 drones e 44 mísseis, com a Força Aérea ucraniana conseguindo interceptar a maioria desses ataques. António Costa, presidente do Conselho Europeu, condenou os bombardeios como um “ataque atroz contra civis”, afirmando que a guerra de agressão da Rússia falhou, levando-a a aterrorizar a população civil deliberadamente.
Zelensky, em suas declarações nas redes sociais, reafirmou que a Rússia não merece qualquer suspensão das sanções, argumentando que Moscou está apostando na continuidade da guerra. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, também anunciou que não haverá extensão da suspensão das sanções ao petróleo russo, uma medida temporária que visava suavizar o impacto da alta dos preços do petróleo decorrente da guerra no Oriente Médio. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, minimizou essa decisão, afirmando que a Rússia já se adaptou às sanções ao longo dos anos.
Os ataques noturnos recentes causaram destruição significativa em várias cidades ucranianas. Em Odessa, pelo menos nove pessoas foram mortas, e relatos de pessoas soterradas sob os escombros emergiram, como no caso de Roman, que descreveu um colapso de teto em sua casa. Em Kiev, quatro pessoas, incluindo uma criança de 12 anos, também perderam a vida. A jovem Yeva, de 19 anos, compartilhou a experiência traumática de sua família, que sobreviveu milagrosamente ao desabamento do teto de sua casa.
Além disso, a violência não se limitou a essas cidades, com cinco mortes registradas na região de Dnipropetrovsk e uma na cidade de Merefa, em Kharkiv. Um ataque a um posto de gasolina em Sumy também resultou em uma morte durante o dia. Do lado russo, duas mortes foram relatadas em Tuapse devido a um ataque noturno com drones ucranianos.
O conflito entre a Rússia e a Ucrânia continua a ser marcado por uma escalada de violência e uma tragédia humanitária em andamento, com a população civil enfrentando as consequências devastadoras da guerra.
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