Nesta terça-feira (21), a China reiterou seu apoio ao fim do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos a Cuba, manifestando-se através do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun. Essa declaração coincide com uma posição conjunta já manifestada por Brasil, México e Espanha, que expressaram preocupação com a crise humanitária em Cuba e pediram medidas urgentes para mitigar os impactos sobre a população local.
Guo Jiakun enfatizou que a crescente oposição às sanções contra Cuba deveria levar Washington a revisar sua política em relação à ilha. Ele destacou a necessidade de os EUA ouvirem as vozes que clamam pelo fim do bloqueio e das sanções, que são vistas como formas de coerção e pressão. A China, além de apoiar a soberania cubana, manifestou sua disposição para trabalhar em conjunto com outros países para combater interferências externas na nação caribenha.
A posição chinesa reflete uma pressão internacional crescente contra a política de sanções dos EUA, que Havana considera um fator central para sua crise econômica e para os problemas de abastecimento e energia que a população enfrenta. O governo cubano tem enfrentado graves dificuldades, incluindo apagões e escassez de alimentos, o que tem chamado a atenção da comunidade internacional.
Nos últimos meses, a China intensificou o envio de ajuda a Cuba, destacando-se um pacote de US$ 80 milhões em assistência emergencial, que se concentra na recuperação do sistema elétrico da ilha. Além disso, Pequim doou 60 mil toneladas de arroz para ajudar a fortalecer o abastecimento interno. As relações bilaterais têm se aprofundado na área energética, com a China enviando equipamentos fotovoltaicos e kits solares para hospitais, policlínicas e comunidades que sofrem com os cortes de energia.
Um dos objetivos principais dessa cooperação é reduzir os impactos imediatos dos apagões e expandir a capacidade de geração elétrica em Cuba. No último ano, Cuba incorporou mais de 1.000 megawatts de energia solar, conectando 49 novos parques solares à sua rede elétrica, uma estratégia que visa diminuir a dependência de combustíveis importados e fortalecer a segurança energética do país.
A crescente colaboração entre China e Cuba durante este período de pressão econômica também sublinha o papel de Pequim como um parceiro estratégico fundamental para Havana. Essa parceria é ainda mais relevante considerando o isolamento da política de sanções dos EUA, que vem sendo cada vez mais criticada por diversos governos e organizações internacionais, principalmente devido aos seus efeitos sociais profundos e negativos.
Assim, a declaração da China não apenas reforça seu compromisso com Cuba, mas também enfatiza a necessidade de uma abordagem global mais solidária e menos coercitiva em relação à crise cubana, alinhando-se com a crescente insatisfação internacional quanto às sanções e suas consequências para a população cubana. A situação em Cuba e a resposta internacional a ela continuarão a ser monitoradas de perto, à medida que a dinâmica geopolítica na região evolui.
Fonte: Link original





























