O presidente do Partido Progressista (PP), senador Ciro Nogueira, afirmou que não vê espaço para uma terceira via na disputa presidencial enquanto Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL) estiverem ativos na política. Em um evento realizado na noite de segunda-feira (27) em São Paulo, Nogueira destacou que, na história do Brasil, quatro grandes líderes se destacaram: Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Lula e Bolsonaro. Ele enfatizou que essa é a primeira vez que dois deles estão em confronto direto, o que, segundo ele, impossibilita a emergência de alternativas viáveis.
Nogueira mencionou que Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, tem “todas as possibilidades” de vencer nas eleições de outubro, mas alertou que ele pode perder essa oportunidade se continuar a direcionar seu discurso exclusivamente à extrema direita. O senador fez referência a declarações que Flávio Bolsonaro fez em um evento conservador no Texas, onde acusou o ex-presidente americano Joe Biden de interferir nas eleições brasileiras de 2022, que resultaram na vitória de Lula.
Ao ser questionado sobre as chances de outros candidatos da direita e centro-direita, como Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), Ciro Nogueira foi categórico ao afirmar que “não existe possibilidade de acontecer”. O senador, que foi chefe da Casa Civil durante o governo Bolsonaro, tem criticado Lula desde o início do atual mandato, embora já tenha se aliado ao petista em momentos anteriores.
No mesmo evento, estavam presentes a presidente do PSOL, Paula Coradi, e a deputada federal Renata Abreu, presidente do Podemos (SP). Abreu confirmou o apoio do Podemos à reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) para governador de São Paulo, além de mencionar que seu partido planeja lançar uma candidatura própria ao Senado no estado. Ela comentou sobre uma disputa interna entre candidatos do Podemos, como o deputado federal Delegado Palumbo e o empresário Geraldo Rufino.
Tarcísio de Freitas, por sua vez, já escolheu o deputado federal Guilherme Derrite (PP) como seu candidato ao Senado, enquanto a outra vaga deve ser ocupada pelo atual presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), Andre do Prado (PL). Ricardo Salles, ex-ministro e deputado federal pelo Novo-SP, também é esperado como candidato.
Renata Abreu concordou com as observações de Ciro Nogueira sobre a possibilidade de Flávio Bolsonaro se destacar nas eleições e ressaltou que o Podemos se posiciona atualmente como parte da centro-direita. Por outro lado, Paula Coradi reafirmou o apoio do PSOL à candidatura de Fernando Haddad (PT) para o governo paulista. O PSOL, que está federado com a Rede, também defende a candidatura de Marina Silva ao Senado.
Essa dinâmica política reflete um cenário em que as disputas internas nos partidos e as alianças estratégicas desempenham um papel crucial na definição das candidaturas e nas perspectivas eleitorais para as próximas eleições.
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