Congresso avalia tortura como agravante em violência doméstica

Congresso avalia tortura como agravante em violência doméstica

Câmara dos Deputados Aprova Projeto que Classifica Tortura em Casos de Violência Doméstica

Na última quarta-feira (15), a Câmara dos Deputados deu um passo significativo na proteção dos direitos das mulheres ao aprovar um projeto de lei que criminaliza a tortura em contextos de violência doméstica e familiar. O texto, que já havia recebido a aprovação do Senado, agora aguarda a sanção do presidente Lula (PT).

Batizada de Lei Barbara Penna, a legislação homenageia uma mulher que sobreviveu a uma tentativa de feminicídio em 2013, quando seu ex-marido a agrediu e incendiou. Infelizmente, seus dois filhos e um vizinho que tentou salvá-los morreram asfixiados no incêndio. O agressor foi condenado a 28 anos de prisão em 2019.

A nova norma estabelece que a tortura, entendida como a imposição de intenso sofrimento físico ou mental à mulher em situações de violência, será punida com reclusão de dois a oito anos. Além disso, esse crime é considerado inafiançável e não pode ser objeto de anistia ou graça.

Outro aspecto importante do projeto aprovado é a ampliação da proteção às mulheres vítimas de violência. A legislação determina que, durante o cumprimento de pena em regime aberto ou semiaberto, é considerada falta grave a aproximação do agressor da residência ou do local de trabalho da vítima e de seus familiares. Caso o condenado ameace ou pratique violência durante esse período, ele poderá ser transferido para uma prisão em outra unidade federativa.

De autoria da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), o projeto foi aprovado pelo Senado Federal em março de 2025 e a votação na Câmara ocorreu de forma rápida e simbólica, sem discussões prolongadas.

Com a aprovação da Lei Barbara Penna, o Brasil avança na luta contra a violência de gênero, estabelecendo medidas mais rigorosas para proteger as vítimas e punir severamente os agressores. A sanção presidencial é aguardada com expectativa por defensores dos direitos humanos e organizações que atuam em prol da segurança das mulheres.

Fonte: Link original

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