Dois Desaparecimentos em Passo de Camaragibe Aumentam Preocupações em Alagoas
Passo de Camaragibe, na Rota Ecológica dos Milagres, vive um clima de angústia após o desaparecimento de dois homens no último domingo (19). Carlos Manoel Bezerra da Silva, de 20 anos, e Cícero Lins dos Santos Júnior, de 27, somam-se a uma lista alarmante de 14 pessoas desaparecidas na região desde 2024. A situação se torna ainda mais crítica com a informação de que sete corpos foram encontrados nesse mesmo período.
A Secretaria de Segurança Pública de Alagoas está mobilizando esforços para localizar os desaparecidos, acolhendo os familiares e reiterando a esperança de encontrá-los com vida. Segundo a polícia, os desaparecimentos estão relacionados à atuação de facções criminosas, especialmente o Comando Vermelho (CV), cujas ordens estariam vindo de líderes foragidos no Rio de Janeiro. Especialistas afirmam que essa tática é uma estratégia de controle territorial adotada por organizações criminosas, evitando a atenção policial que homicídios poderiam provocar.
Carlos foi visto pela última vez na noite de domingo, após avisar que passaria a noite na casa da namorada — informação que não se confirmou. Horas depois, moradores relataram disparos de arma de fogo na área do Jagatá, onde ele foi visto pela última vez. Por sua vez, Cícero desapareceu após sair de uma residência, alegando que iria pegar uma galinha. Ele havia recebido o primeiro pagamento de um novo emprego um dia antes. Ambos os homens, segundo seus familiares, eram usuários de drogas, mas não tinham envolvimento com facções.
No total, 14 pessoas estão desaparecidas na região, das quais 13 são homens. A única mulher na lista é Maria Vitória Chaves da Silva, de 22 anos, que desapareceu em dezembro passado. A maioria dos casos envolve jovens, e apenas um desaparecido tem mais de 30 anos.
A Secretaria de Segurança Pública do estado informou que todos os desaparecidos estariam, de alguma forma, ligados ao tráfico de drogas. Essa afirmação é contestada por familiares, que afirmam que seus filhos não tinham envolvimento com o crime. Mães de desaparecidos relataram a falta de apoio das autoridades e o desespero gerado pela associação de seus filhos ao tráfico.
O coronel Patrick Madeiro, secretário-executivo de Políticas de Segurança Pública, ressaltou que a busca por essas pessoas é uma prioridade. A investigação está em andamento e envolve uma equipe de inteligência focada na região. O coordenador do setor de desaparecidos, Ronilson Medeiros, destacou a importância de criar uma rede de apoio para as famílias afetadas.
O Ministério Público de Alagoas também está atuando, solicitando informações sobre os boletins de ocorrência e os inquéritos policiais relacionados aos desaparecimentos. A situação continua a ser monitorada, enquanto a comunidade busca respostas e soluções para um problema que afeta a segurança e a tranquilidade na região.
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